- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Marco Rubio, afirmando que o secretário de Estado dos EUA “não gosta da América Latina e muito menos do Brasil”.
- Lula chamou Rubio de “latino-americano frustrado” em resposta a declarações do americano, que classificou o Brasil como país “não amigável” aos Estados Unidos.
- O presidente ressaltou que o Brasil quer manter relação institucional com Washington e evitar conflitos diplomáticos, defendendo uma narrativa de cooperação de 201 anos entre ambos.
- Lula criticou o modo como os EUA anunciaram novas medidas comerciais contra o Brasil e disse ter ficado surpreso com a decisão anunciada pelo então presidente Donald Trump.
- Em ofício à imprensa, Lula afirmou que enviará uma nova carta ao presidente dos EUA para contestar argumentos do governo norte-americano, enfatizando a busca por multilateralismo e fortalecimento de instituições internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. Lula disse que Rubio não gosta da América Latina nem do Brasil, em um momento de tensionamento entre Brasília e Washington.
Rubio havia afirmado, no dia anterior, que o Brasil é um país não amigável aos Estados Unidos. O comentário repercutiu no governo brasileiro, que declarou buscar manter a relação institucional sem alimentar conflitos diplomáticos.
Lula afirmou que o Brasil não busca guerra e quer construir uma narrativa sobre uma relação de 201 anos. O presidente também questionou o modo como as novas medidas comerciais dos EUA foram anunciadas contra o Brasil.
Segundo o petista, o governo brasileiro teve negociações com autoridades norte-americanas nos meses anteriores e foi pego de surpresa por uma decisão anunciada pelo presidente Donald Trump. Ele disse que enviará uma nova carta aos EUA para contestar argumentos do governo americano.
O presidente ressaltou a defesa de uma política externa baseada no multilateralismo e na defesa das instituições internacionais. Ele mencionou que conflitos recentes decorrem de decisões unilaterais e reiterou a prioridade de fortalecer a democracia global.
Reunião ministerial
A reunião desta quarta-feira foi a primeira ministrial ampliada após a reforma na articulação política do governo. Lula cobrou maior rapidez na entrega de ações e mais alinhamento entre ministérios e o Palácio do Planalto.
O chefe do Executivo determinou que inaugurações e anúncios passem pela Casa Civil. Também pediu melhoria na comunicação entre ministérios e a Presidência para evitar surpresas.
Lula afirmou a necessidade de concluir trabalhos até 3 de julho e enfatizou que as informações não devem sair pelos jornais. O tom foi de cobrança por maior coordenação interna e cumprimento de metas.
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