- Tribunal Federal de Abuja condenou quatro homens à morte por enforcamento nesta quarta-feira (3) pelo ataque a uma igreja católica em 2022 no estado de Ondo, que deixou entre 40 e 50 mortos.
- A sentença afirma que a acusação comprovou, sem dúvida razoável, as nove acusações contra os réus, incluindo participação em grupos terroristas, conspiração para cometer atentado, sequestro, tomada de reféns e assassinato.
- Os condenados teriam atirado contra fiéis com rifles e detonaram explosivos dentro do templo durante uma missa de Pentecostes, em um dos atentados mais letais da história recente do país.
- A decisão aponta participação no grupo jihadista Al Shabab e no seu dissidente ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental).
- A Nigéria enfrenta ataques de Boko Haram desde dois mil e nove; a violência ganhou força após 2016 com o surgimento do ISWAP, com intensificação dos combates após ataques aéreos no final de dois mil e vinte e cinco pelo EUA e forças nigerianas no noroeste.
Um tribunal federal da Nigéria condenou nesta quarta-feira (3) quatro homens à morte por enforcamento, pelo massacre ocorrido em 2022 em uma igreja católica no estado de Ondo, no sudoeste do país. Os condenados respondem por violência durante uma missa de Pentecostes.
Segundo a sentença, os réus abriram fogo com rifles e detonaram explosivos no interior do templo, causando entre 40 e 50 mortes. A decisão ocorreu no Tribunal Federal de Abuja, que considerou comprovadas as nove acusações contra os quatro homens.
Os crimes atribuídos incluem participação no grupo terrorista jihadista Al Shabab, vinculado ao ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental), além de conspiração para cometer ato terrorista, sequestro, tomada de reféns e assassinato.
Contexto regional
A Nigéria enfrenta ataques de grupos extremistas desde 2009, com intensificação a partir de 2016, com o surgimento do ISWAP em oposição ao Boko Haram. O objetivo declarado é impor um estado islâmico no país, com regiões de maioria muçulmana no norte e cristã no sul.
Combates contra esses grupos se intensificaram após ataques aéreos realizados por EUA e forças nigerianas no final de 2025, que atingiram posições jihadistas no noroeste do país. As autoridades buscam reduzir a força dessas organizações.
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