- O novo ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, prometeu retirar os bloqueios das estradas da Bolívia para restabelecer a normalidade.
- Justiniano, que tomou posse hoje, afirmou que a tarefa imediata é manter estradas transitáveis, garantir abastecimento, atendimento médico, trabalho e paz.
- Os bloqueios começaram com uma greve de trabalhadores em maio e atrapalham o acesso às cidades de La Paz e El Alto, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas.
- O governo de Rodrigo Paz enviou ao Congresso um projeto de lei para autorizar operações conjuntas da polícia e das Forças Armadas para desobstruir as vias.
- Ontem, Paz demitiu dois ministros, da Defesa e da Educação; ainda não há definição para o substituto de Beatriz García, e ele acusa o ex-presidente Evo Morales de promover as manifestações violentas, buscando reconciliação para encerrar os protestos.
O novo ministro da Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, prometeu nesta quarta-feira retirar os bloqueios de estradas no país, após semanas de protestos contra o governo de Rodrigo Paz. Ele assumiu o cargo no mesmo dia e disse que a prioridade é restabelecer a normalidade: estradas transitáveis, abastecimento, atendimento médico, trabalho e paz.
Os bloqueios começaram com uma greve de trabalhadores em maio e evoluíram para interrupções rodoviárias que atingem La Paz e El Alto, cidades onde vivem cerca de 2 milhões de pessoas. Manifestantes incluem sindicatos e grupos próximos ao ex-presidente Evo Morales, opositor do governo.
Paz informou ao Congresso a apresentação de um projeto de lei que autoriza operações conjuntas da polícia e das Forças Armadas para desobstruir as vias. A medida visa acelerar o fim dos bloqueios e a retomada de serviços essenciais.
Ontem, o presidente demitiu dois ministros: Marcelos Salinas, da Defesa, e Beatriz García, da Educação. O substituto de García ainda não foi definido. Paz afirma buscar estabilidade institucional e reconciliar posições para encerrar a crise.
Paz classificou as ações de bloqueio como tentativa de alterar a ordem democrática e responsabilizou setores ligados a Evo Morales pela violência nas manifestações. O presidente disse que precisa identificar quem está reclamando de forma legítima e quem pretende prejudicar a democracia.
Contexto
A tensão acompanha a resposta oficial ao impasse econômico, com foco na contenção de protestos e na garantia de serviços públicos. Justiniano estará incumbido de coordenar as ações de restauração de circulação e apoio à população afetada, segundo seu discurso de posse.
Desdobramentos
Analistas aguardam definição de estratégia para descompressão política, incluindo possíveis negociações com lideranças sindicais e representantes de Morales. Não há confirmação de datas para a conclusão das operações de desbloqueio.
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