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Planalto contesta conclusão dos EUA sobre trabalho forçado e cita reciprocidade

Planalto contesta conclusão dos EUA sobre trabalho forçado e sinaliza uso da lei de reciprocidade, buscando evitar tarifas e defender posição brasileira

Fachada do Palácio do Planalto — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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  • O Planalto contestou a conclusão preliminar do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre proibições de importação relacionadas ao trabalho forçado e disse que pode agir com base na Lei da Reciprocidade.
  • O governo espera que as conclusões do USTR não se transformem em tarifas efetivas e afirmou que adotará medidas para reduzir impactos na economia, no emprego e na renda.
  • O USTR sugeriu a aplicação de tarifas sobre parte das exportações brasileiras como consequência, em meio a uma investigação de Seção 301.
  • O Brasil afirmou ser “lamentável” associar competitividade econômica a insumos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana e destacou o arcabouço legal para coibir o trabalho forçado.
  • A nota ressalta que a Organização Internacional do Trabalho reconhece o Brasil como referência no combate ao trabalho forçado e cita acordos de livre comércio com Mercosul, Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, além de manter cooperação com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

O Planalto contestou a conclusão do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) de que o Brasil falhou em proibir ou fiscalizar mercadorias feitas com trabalho infantil ou forçado. A contestação ocorreu após a divulgação, na terça-feira (2/6), da conclusão preliminar da Seção 301.

Em nota oficial publicada nesta quarta (3/6), o governo afirmou discordar da avaliação que atinge 59 países e a União Europeia. O Palácio do Planalto também disse que pode adotar medidas com base na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, em resposta a eventuais tarifas americanas.

Apesar da recomendação de sanções, o Planalto manteve a expectativa de que as conclusões não se transformem em tarifas efetivas. O governo afirmou ainda que adotará medidas para mitigar impactos econômicos, no emprego e na renda da população.

Contexto e posição brasileira

O governo lembrou que o USTR divulgou a conclusão um dia após sinalização de tarifa de 25% sobre boa parte das exportações brasileiras para os EUA. Em resposta, o Brasil criticou o uso do tema trabalhista para medidas protecionistas.

Segundo a nota, o Brasil considera lamentável desvirtuar a proteção de condições dignas para trabalhadores para justificar barreiras comerciais. Também foi reafirmado que o país já apresentou manifestações escritas e esclarecimentos legais sobre o arcabouço contra o trabalho forçado.

A gestão ressaltou que a OIT reconhece o Brasil como referência no combate ao trabalho forçado há décadas. A avaliação se baseia em ações de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político.

Compromissos e cooperação

O governo informou que o Ministério do Trabalho e Emprego continua aberto à cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA. Dados sobre acordos internacionais de livre comércio foram citados, incluindo Mercosul, Chile, União Europeia e EFTA, com compromissos de combate ao trabalho forçado.

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