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Planalto vê espaço para reunião entre Lula e Trump após G7

G7 pode abrir espaço para reunião com Trump; Planalto avalia carta ou telefonema para tratar tarifas e desdobrar a agenda bilateral

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de Investimentos da Petrobras em Pedra Branca, Laranjeiras - SE
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  • Lula confirmou a ida ao G7, em França, de 15 a 17 de julho, abrindo espaço para uma possível reunião bilateral com o presidente dos EUA, Donald Trump, dependendo da agenda do encontro.
  • O governo avalia enviar uma carta ou ligar para Trump para tentar derrubar as tarifas propostas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
  • As tarifas, que podem começar a vigorar em 15 de julho, vêm sendo discutidas por um grupo de trabalho que busca evitar a sobretaxa de 25%.
  • Nesta quarta-feira, o chanceler Mauro Vieira teve reunião em Paris com Jamieson Greer, chefe do USTR, que sinalizou disposição para manter o diálogo com o Brasil sobre o tema.
  • Auxiliares de Lula veem o G7 como oportunidade de defender a soberania brasileira em cenário internacional, sem confirmação de uma reunião formal com Trump até o momento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira 3 que irá ao G7, na França, entre 15 e 17 deste mês. A ida ocorre no contexto de tensões com os Estados Unidos, após a apresentação de tarifas propostas pelo USTR e da classificação de facções criminosas como organizações terroristas. O objetivo do governo é estabelecer dialogue e defender interesses brasileiros em um espaço de influência global.

Auxiliares do Planalto veem a viagem como oportunidade de retomar a defesa da soberania do país em fóruns internacionais. Ainda não houve confirmação de encontro entre Lula e Donald Trump, pois a agenda depende do andamento das atividades do G7. O governo brasileiro mantém o foco técnico nas tratativas sobre as tarifas.

Nos bastidores, avalia-se a possibilidade de uma carta ou telefonema de Lula a Trump para contestar as tarifas. A ideia é apresentar argumentos em defesa de um freio ou suspensão das medidas durante negociações técnicas. A data provável para início das tarifas é 15 de julho, com possibilidade de evitar a aplicação imediata enquanto há discussions.

O governo também acompanha a agenda de encontros com autoridades norte-americanas. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, busca confirmar reunião com o chefe do USTR, Jamieson Greer. Greer reuniu-se hoje com o chanceler Mauro Vieira em Paris, sinalizando disposição para manter o diálogo sobre o tema.

A rede de autoridades francesas confirmou a participação do Brasil no G7, reunindo as sete maiores economias do mundo. A viagem marca a décima participação brasileira no fórum desde a sua criação. O governo sinaliza que a presença brasileira pode ajudar a debater temas de comércio, inteligência artificial e cooperação multilateral.

No G7, Lula pretende reforçar a defesa de institucionalidade e cooperação internacional diante do que ele chamou de desmonte do multilateralismo. A pauta ampla envolve temas de comércio, segurança e governança global, com foco em evitar medidas protecionistas que impactem o Brasil.

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