- O projeto “Freedom Ship” propõe transformar um navio em megacidade flutuante para até 80 mil pessoas, com custo estimado em 12 bilhões de libras (cerca de R$ 81 bilhões).
- O navio teria aproximadamente 1,6 quilômetro de comprimento, 244 metros de largura e cerca de 30 andares, funcionando como cidade autossuficiente com escolas, hospital de pesquisa, centros comerciais, bancos, escritórios, hotéis e restaurantes.
- Entre as atrações estão estádio para 15 mil espectadores, parque aquático, museus, centro de convenções, sala de concertos, casas noturnas e aquário; o sistema educacional iria do ensino fundamental ao superior.
- O deslocamento interno ocorreria por bondes elétricos; oito heliportos na parte superior garantiriam conexões rápidas, e a embarcação não conseguiria atracar na maioria dos portos, ficando em águas internacionais.
- A ideia, que começou nos anos noventa e foi retomada por Roger Gooch com apoio de Kevin Schopfer, ainda não saiu do papel; a construção poderia começar na Indonésia, com montagem em alto-mar, mas envolve questões legais complexas sobre cidadania, tributação e segurança.
Um projeto bilionário propõe transformar um navio em uma megacidade flutuante para até 80 mil pessoas. O Freedom Ship, planejado para navegar de forma autônoma sem depender de um porto fixo, tem custo estimado em 12 bilhões de libras (cerca de R$ 81 bilhões) e promete uma estrutura que supera qualquer navio de cruzeiro atual. A ideia é criar uma comunidade que combine moradias, trabalho e serviços.
A embarcação deve medir cerca de 1,6 milha de comprimento, 244 metros de largura e 30 andares. O projeto prevê escolas, hospitais, centros comerciais, bancos, escritórios, hotéis e restaurantes. Entre as atrações estão um estádio para 15 mil espectadores, parque aquático, museus, centro de convenções, salas de concertos e um grande aquário.
A mobilidade interna ficaria por conta de bondes elétricos, com oito heliportos na parte superior para ligações rápidas. Por sua dimensão, a embarcação não conseguiria atracar na maioria dos portos, devendo permanecer em águas internacionais e usar balsas para levar passageiros à costa.
Desafios técnicos e jurídicos
O plano prevê uma volta completa ao redor do planeta a cada dois anos, com rotas que incluiriam diversos países, inclusive o litoral brasileiro. Caso o financiamento seja obtido, a construção poderia começar na Indonésia, com montagem modular do casco em terra e conclusão no mar.
O conceito surgiu no final dos anos 1990, com o engenheiro Norman Nixon, e foi retomado por Roger Gooch, atual responsável pela Freedom Cruise Line International. Ideias de arcologia também influenciaram o projeto, que envolve várias áreas da engenharia e urbanismo.
Mantidos os avanços, o Freedom Ship exigiria sistemas complexos de energia, água, resíduos e alimentação para uma comunidade permanente. A jurisdição, cidadania, segurança pública e tributação seriam questões a serem definidas em águas internacionais, sem país anfitrião.
O projeto permanece em estágio de visão e enfrenta obstáculos significativos. Pelas dimensões, manter a operação contínua envolve desafios técnicos, logísticos e legais ainda não resolvidos. A ideia, porém, continua a despertar curiosidade sobre novas formas de habitação e mobilidade oceânica.
A proposta é apresentada como experimento social de grande escala, buscando discutir como seria morar, trabalhar e conviver em uma cidade flutuante, caso haja viabilidade econômica e regulatória.
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