- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve um breve encontro com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, em Paris, nesta quarta-feira, 3.
- Greer publicou conclusões e propôs novo tarifaço ao Brasil antes do fim do prazo de 30 dias acordado entre Lula e Trump, cuja janela de negociação se encerra nesta semana.
- O chanceler brasileiro manifestou contrariedade com as propostas do USTR e afirmou que as tarifas iminentes exigem intensificar as negociações.
- Greer disse que ainda há espaço para negociação e que pretende manter diálogo, enquanto o Itamaraty viu a divulgação como ato político e uma forma de pressão.
- A Administração norte-americana propõe tarifas de 25% sobre exportações brasileiras, mais 12,5% de sobretaxa por supostas falhas no combate ao trabalho escravo, com o objetivo de favorecer empresas americanas.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira encontrou-se nesta quarta-feira, 3, em Paris com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. O encontro ocorreu durante a agenda da OCDE, em comum acordo entre as delegações de Brasil e EUA.
Vieira informou a Greer, que participou de encontros promovidos por Lula e Trump, que as conclusões divulgadas pelo USTR e a proposta de tarifas já anunciada chegam antes do prazo de 30 dias acordado entre os chefes de Estado. A janela de negociação se encerra nesta semana.
Greer sinalizou que ainda há espaço para diálogo, segundo relatos de testemunhas presentes. O encontro foi descrito como breve, com avaliação de que há possibilidade de continuidade do contato entre as partes.
O Itamaraty descreveu a divulgação prévia das recomendações de tarifas como um ato político. A publicação foi interpretada como pressão sobre o Brasil para concessões no âmbito bilateral, visando favorecer a agenda da Casa Branca.
Nos últimos dias, o USTR defende tarifas de 25% sobre exportações brasileiras por supostas práticas desleais, acrescidas de 12,5% de sobretaxa por falhas no combate ao uso de trabalho forçado. O objetivo é reduzir impactos à concorrência de empresas americanas.
O repórter viajou a convite da Delegação da União Europeia no Brasil.
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