- Rubio afirmou que a Venezuela precisa de uma imprensa livre e de uma nova comissão eleitoral para realizar eleições com garantias.
- Cinco meses após a derrubada de Nicolás Maduro, o país ainda está em fase de recuperação, antes de uma possível transição política.
- O secretário disse que a recuperação passa pela criação de condições para uma imprensa independente; houve aumento dessa atividade, mas ainda é preciso crescer.
- Ele ressaltou que os partidos precisam se organizar e mobilizar, e reiterou a necessidade de uma nova comissão eleitoral.
- Em Caracas, o general Dan Caine visitou a cidade para encontros com líderes da gestão interina sobre segurança regional; autoridades não responderam a pedidos de comentário.
A Venezuela precisa de uma imprensa livre e de uma nova comissão eleitoral para realizar eleições com garantias, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante audiência na Câmara nesta quarta-feira. A declaração ocorre cinco meses após a derrubada de Nicolás Maduro pelos EUA, em meio a uma fase de recuperação.
Rubio destacou que formar condições para imprensa livre faz parte da recuperação, e que a atividade jornalística precisa crescer ainda mais. Ele ressaltou a importância de organizações partidárias se organizarem para viabilizar participação em pleitos.
O chefe da diplomacia norte-americana também pediu a criação de uma nova comissão eleitoral, repetindo a posição dos EUA. Questionado sobre eleições no fim de 2027, Rubio disse que o tempo já passou, mas que o prazo real é ainda curto.
Segundo o congressista, os EUA buscam eleições o quanto antes, lembrando que já se passaram cinco meses desde a derrubada de Maduro. Não houve confirmação de calendário oficial para o pleito. O tema segue sem consenso internacional.
Nesta quarta, o presidente Donald Trump manifestou apoio à abertura do setor petrolífero a investidores, incluindo americanos, e indicou que Rubio gerencia a situação na região. Trump também comentou a atuação de Delcy Rodríguez.
Também nesta quarta, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, visitou Caracas para dialogar com líderes da gestão interina sobre segurança regional. A visita teve foco na estabilidade e no papel das Forças Armadas dos EUA.
O governo venezuelano não respondeu de imediato a pedidos de comentário. A Embaixada dos EUA em Caracas e o Ministério das Comunicações da Venezuela não divulgaram posicionamentos oficiais sobre as informações.
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