- Donald Trump confirmou ter chamado o primeiro-ministro israelense, Bibi Netanyahu, de “louco” por causa dos ataques israelenses no Líbano.
- Segundo a Axios, ele foi questionado sobre a conversa durante uma ligação sobre a guerra no Oriente Médio e disse ter ficado “um pouco incomodado” com o conflito no Líbano.
- Trump afirmou ter dito a Netanyahu que precisavam parar com a escalada, mas destacou que tem uma relação muito boa com ele.
- Netanyahu, em entrevista à CNBC, não detalhou o conteúdo da conversa, mas garantiu que a relação com Trump não mudou e que ambos costumam discordar em pontos, mas agir juntos depois.
- O Ministério da Saúde do Líbano informou que dois paramédicos morreram em ataque atribuído a Israel, elevando para pelo menos 130 o total de profissionais de saúde mortos desde o início do confronto com o Hezbollah.
Donald Trump admitiu ter chamado o premiê israelense, Bibi Netanyahu, de louco por causa dos ataques de Israel no Líbano. A revelação veio durante o podcast Pod Force One, quando o ex-presidente respondeu a uma reportagem da Axios.
Segundo Trump, ele ficou um pouco incomodado com o confronto constante com o Líbano e afirmou que chegou a dizer ao premiê que era preciso parar com a escalada. A declaração é atribuída a uma conversa sobre a guerra no Oriente Médio.
Trump ressaltou ainda que mantém uma relação muito boa com Netanyahu e disse ter trabalhado bem com ele, mantendo respeito mútuo. O ex-presidente também afirmou que a parceria entre ambos segue estável.
Relação entre Trump e Netanyahu
Netanyahu, em entrevista à CNBC, não detalhou o conteúdo da conversa, mas disse que houve convergência em muitos pontos. O premiê afirmou que existem divergências táticas, que são resolvidas em conjunto.
O premiê caracterizou a relação como forte, dizendo que o ex-presidente o respeita e que ambos costumam encontrar soluções para as diferenças. Netanyahu destacou que Trump foi um dos melhores aliados de Israel na Casa Branca.
Contexto regional
Paralelamente, Washington e Teerã dialogam para encerrar a guerra no Irã, que já dura três meses. As negociações incluem demandas iranianas para encerrar ataques na região, inclusive no Líbano, enquanto Israel aponta causas distintas para os confrontos.
Nesta quarta, o Ministério da Saúde do Líbano informou a morte de dois paramédicos em ataque atribuído a Israel. O total de profissionais de saúde mortos desde o início do conflito com o Hezbollah chegou a pelo menos 130, segundo a AFP.
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