- O presidente dos EUA, Donald Trump, endossou Abelardo de la Espriella, candidato de direita, em publicação nas redes sociais na terça-feira.
- Espriella disputará o segundo turno contra o senador Ivan Cepeda, após ter obtido quase 44% dos votos no primeiro turno, enquanto Cepeda ficou abaixo de 41%.
- Espriella afirmou que os Estados Unidos são parceiro essencial no combate ao crime e ao narcoterrorismo, destacando uma parceria sem precedentes entre os dois países.
- O candidato, conhecido como “O Tigre”, tem propostas de linha dura contra grupos armados e aponta a construção de 10 megaprisões como meta.
- O presidente de esquerda na Colômbia, Gustavo Petro, criticou o gesto de Trump, e a influência norte-americana na região tem gerado atenção de investidores.
Donald Trump endossou nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, o candidato colombiano Abelardo de la Espriella, da direita, para a disputa presidencial contra o senador Ivan Cepeda no segundo turno. O apoio ocorre em meio a uma eleição acirrada na Colômbia.
Espriella, conhecido como O Tigre, lidera as pesquisas no primeiro turno com quase 44% dos votos, e Cepeda fica pouco acima de 41%. A votação definiu o segundo turno para junho, com ambos buscando enfrentar a criminalidade e promover a economia.
O endosso foi publicado por Trump no Truth Social, ressaltando que Abelardo defenderia a lei, a ordem e o crescimento econômico na Colômbia. Espriella, por sua vez, agradeceu via X, chamando os Estados Unidos de parceiro essencial na luta contra o crime.
Endosso e propostas
Em entrevista de vídeo, Espriella destacou a cooperação com os EUA no combate ao narcoterrorismo, afirmando que a parceria entre os países seria sem precedentes. Ele também citou metas como reduzir a violência e ampliar a segurança pública.
A reação local não se fez esperar. O presidente colombiano de esquerda, Gustavo Petro, criticou o apoio externo, afirmando que interferência internacional compromete a liberdade. O tema tem gerado debate entre investidores.
Contexto regional
O apoio de Trump reforça a linha intervencionista do seu segundo mandato na América Latina, aproximando-se de líderes como Nayib Bukele e Javier Milei. A pressão sobre governos de esquerda da região tem sido tema recorrente entre analistas.
No âmbito interno, Washington já implementou sanções a Petro em episódios de tensão política. Investidores acompanham de perto a eleição colombiana, com foco na solvência fiscal, independência do banco central e segurança pública.
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