- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “se não fosse por mim, não haveria Israel”.
- Trump respondeu a relatos de que xingou Netanyahu em um telefonema, conforme informação do Axios, e que alertou sobre o isolamento internacional de Israel.
- Ele disse ter iniciado o conflito com o Irã em vinte e oito de fevereiro, para impedir que o regime tenha arma nuclear.
- Trump afirmou manter boa relação com Netanyahu, dizendo ter ficado apenas “um pouco incomodado” com brigas constantes entre Israel e o Líbano.
- O contexto envolve tensões no Líbano após a ocupação israelense da fortaleza de Beaufort, com um cessar-fogo parcial que permite ações contra ataques classificados como planejados, iminentes ou em andamento.
Donald Trump afirmou nesta quarta-feira, 3, que Israel ainda existe graças a ele, após ter sido citado por Axios como alvo de críticas ao premiê Benjamin Netanyahu durante uma ligação. A fala integra uma sequência de declarações do presidente sobre o tema, em meio a tensões regionais.
Trump concedeu entrevista ao New York Post, negando ter sido manipulado por Netanyahu para apoiar ações contra o Irã. Segundo o presidente, ele iniciou o conflito em 28 de fevereiro para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, argumento que, para ele, justifica a posição de Israel.
O presidente afirmou ainda que ficou incomodado com a insistência de Netanyahu em confrontos com o Líbano. Mesmo assim, assegurou manter uma relação próxima com o premiê e ressaltou que ambos trabalham bem juntos, conforme contou à imprensa.
Embates sobre Líbano
Na segunda-feira, 1º, Netanyahu anunciou ataques contra alvos considerados terroristas em Beirute, o que gerou discordância em Trump. Horas depois, o presidente publicou que a conversa com Netanyahu foi produtiva e que não haverá tropas rumo a Beirute.
Trump também relatou ter tido uma conversa produtiva com representantes do Hezbollah, com a promessa de cessar todos os disparos. Segundo ele, Israel não atacará Hezbollah e o grupo não atacará Israel.
No fim de semana, a tensão escalou após Israel anunciar a ocupação da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano. A posição tem importância estratégica, ligada à história de atuação israelense na região até 2000.
Pelo cessar-fogo, Israel manteve direito de agir contra ataques classificados como planejados ou em andamento. Israel acusa Hezbollah de descumprimentos; o Líbano afirma que Tel Aviv utiliza a cláusula para justificar uma ofensiva planejada.
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