- O Parlamento da Venezuela iniciou a primeira discussão de uma reforma que permite capital privado para recuperar o sistema elétrico, hoje sob controle do Estado.
- O texto prevê empresas mistas com participação estatal maior que cinquenta por cento, outras com participação estatal menor e empresas privadas sediadas na Venezuela.
- A proposta precisa ser aprovada em uma nova sessão, para seguir para votação nos próximos dias.
- Oposição afirma que centralismo e corrupção contribuíram para o colapso do sistema elétrico; o deputado Ezio Angelini cita apagões como evidência.
- A líder interina Delcy Rodríguez havia sinalizado diálogo com multinacionais como Siemens e General Electric para resolver as falhas no setor, que acumulam crises e apagões.
O Parlamento da Venezuela iniciou, nesta terça-feira (2), a discussão de uma reforma que permite o investimento privado na recuperação do sistema elétrico, hoje controlado pelo Estado. O objetivo é ampliar a atuação de capitais privados em parceria com o governo.
A proposta prevê modelos de empresa mista com participação estatal superior a 50%, outras com participação estatal minoritária e empresas privadas sediadas na Venezuela. O texto ainda precisa ser votado em uma nova sessão.
O autor da iniciativa é o deputado Orlando Miranda, que afirma buscar posicionar o país na vanguarda com investimentos privados e mistos que incluam participação ativa do governo bolivariano. Por outro lado, opositores destacam fragilidades históricas de centralismo e corrupção.
Contexto e desdobramentos
Delcy Rodríguez, líder interina, já aprovou reformas em hidrocarbonetos e mineração, e agora o Legislativo avança no tema elétrico. A discussão ocorre em meio a longos períodos de racionamento de energia, que afetam grandes áreas do país.
Segundo fontes próximas, a presidente interina manteve conversas com multinacionais do setor: Siemens e General Electric, com o objetivo de colaborar na solução dos problemas energéticos. O país enfrenta apagões que já chegaram a oito horas diárias.
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