- Agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) tentaram prender três repórteres que registravam transferência de presos políticos em Caracas.
- Entre os alvos estavam fotógrafos da Agência EFE e da Reuters, além de uma jornalista venezuelana; os profissionais estavam perto do Sebin.
- Durante a abordagem, um fotógrafo entrou em luta corporal ao ter a câmera revistada.
- A prisão do Sebin foi montada numa estrutura inacabada dos anos cinquenta que deveria ter sido fechada em janeiro de 2026, conforme decisão da presidente interina Delcy Rodríguez; ONG Justiça, Encontro e Perdão denunciou o atraso.
- Familiares dos presos políticos chegaram ao local para exigir informações e libertação; o SNTP informou que a visita foi negada e não houve confirmação de transferências.
Agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) tentaram prender três repórteres que registravam a transferência de presos políticos em Caracas, neste sábado. Os jornalistas atuavam na conexão entre a ONG e as agências de notícia, quando houve a abordagem.
Entre as vítimas estavam fotógrafos das agências EFE e Reuters, além de uma jornalista venezuelana. Eles estavam próximos ao Sebin, fotografando ônibus que supostamente transportavam presos políticos para outras prisões.
Segundo relatos, os agentes mandaram que os repórteres subissem às garagens de motos do Sebin, sem resistência. Uma luta corporal ocorreu quando um fotógrafo tentou impedir a revista de sua câmera.
A resistência não resultou em detenção, e, segundo informações, a equipe manteve a câmera sem que fosse retirada ou apagada. Ao final, os agentes teriam pedido desculpas e liberado os profissionais.
Familiares de presos políticos, que já haviam se reunido à frente do Sebin, também estiveram no local nesta quarta-feira para exigir informações sobre transferências. Parlamentares e entidades de imprensa acompanham o caso.
O Sebin funciona em um prédio de estrutura inacabada dos anos 1950, originalmente planejado como shopping center. Ativistas e organizações de direitos humanos classificam o espaço como centro de torturas, alegação negada pelo governo.
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