- A Câmara dos Representantes aprovou um pacote de ajuda à Ucrânia e sanções à Rússia por 226 votos a favor e 195 contra, com 18 republicanos e um independente votando com os democratas.
- A votação ocorreu após uma rebelião contra a liderança do Partido Republicano, com o presidente da Câmara, Mike Johnson, orientando a bancada a votar contra o texto.
- O núcleo do projeto inclui sanções mais duras à Rússia, como restrições ao petróleo e gás, tarifas de 500% sobre produtos russos e proibição da importação de petróleo bruto.
- O texto amplia o apoio militar à Ucrânia, autorizando 8 bilhões de dólares em vendas de armamentos e prorrogando o programa de empréstimo e arrendamento militar.
- O destino do pacote no Senado é incerto, ainda que o acordo tenha sido visto como uma sinalização de apoio à Ucrânia por parte de alguns republicanos, apesar da divisão interna do partido.
O plenário da Câmara dos EUA aprovou um pacote de ajuda à Ucrânia e de sanções à Rússia por 226 votos a favor, 195 contra. A votação ocorreu nesta semana, com 18 republicanos desafiando a liderança e votando com os democratas.
A medida impõe sanções severas a líderes e empresas russas, incluindo bancos e setores de petróleo e mineração, e prevê tarifas de 500% sobre produtos russos importados. Também proíbe a entrada de petróleo bruto russo.
Ao mesmo tempo, o texto amplia o apoio militar à Ucrânia, autorizando US$ 8 bilhões em vendas de armamentos e prorrogando o programa de empréstimo e arrendamento militar.
A articulação para chegar ao plenário contou com a participação de diversos colegas. Kevin Kiley, independente que costuma votar com os republicanos, apresentou a discharge petition que impulsionou a votação.
Brian Fitzpatrick, republicano moderado, ajudou a construir o consenso junto ao democrata Greg Meeks para obter as 218 assinaturas necessárias e levar o projeto ao plenário sem a aprovação da liderança.
Mike Johnson, presidente da Câmara, orientou a votação contra o projeto em reunião fechada, argumentando que era preciso abrir espaço para negociações com a Rússia. A decisão refletiu uma tensão interna no partido.
O grupo de apoio à Ucrânia vê a aprovação como uma resposta à guerra, mas a posição de Trump permanece dividida entre apoio externo e foco em prioridades domésticas, como o custo de vida.
Resta saber como o Senado responderá ao texto, cuja viabilidade de aprovação pode depender de votos que ainda não estão garantidos. O destino da proposta ainda é incerto.
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