- A Câmara dos Representantes aprovou, por 215 votos a 208, uma resolução de poderes de guerra destinada a interromper a ação militar dos EUA contra o Irã, em um revés ao presidente Donald Trump.
- Quatro republicanos votaram com os democratas para apoiar a medida, que ainda precisa passar pelo Senado.
- A expectativa é de que Trump vete qualquer tentativa do Congresso de restringir sua autoridade como comandante em chefe.
- A votação sinaliza o crescimento do desconforto no Congresso com a estratégia dos EUA no conflito, iniciado há cerca de três meses.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, criticou a resolução, argumentando que sua aprovação poderia dificultar um acordo diplomático com o Irã.
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução de poderes de guerra que busca restringir a ação militar dos EUA contra o Irã. A votação ocorreu na noite de quarta-feira, 3, no Capitólio, em Washington. A medida recebeu apoio de 215 votos a 208, com a participação de quatro republicanos. O objetivo é limitar a margem de manobra do presidente.
A proposta ainda precisa passar pelo Senado e enfrenta incertezas quanto à aplicação prática. Analistas destacam que, mesmo com a aprovação, a chance de veto por parte de Donald Trump é alta, pois ele tem reiterado o uso de autoridade como comandante-em-chefe. O movimento sinaliza desconforto no Congresso com o curso do conflito regional.
Desde o início da escalada, em fevereiro, o episódio já provocou volatilidade nos mercados de energia e impactos na navegação no Estreito de Ormuz. O Irã tem interceptado parcialmente trajetos marítimos e o fluxo comercial regional foi afetado, elevando o temor de uma expansão militar.
Princípios de atuação e reações
Durante a coletiva na Câmara, o secretário de Estado reavaliou a estratégia vigente, argumentando que a resolução poderia colocar entraves diplomáticos ao longo do caminho para um acordo. Comentários apontaram que a aprovação pode dar percepção de restrição aos esforços de negociações com Teerã.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que o governo continua buscando caminhos para reabrir a passagem marítima e restabelecer o comércio. Embora tenha sido anunciada uma trégua em abril, os confrontos endurecem a discussão sobre uma solução duradoura.
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