- Jamshid Ghomi, empresário iraniano de dupla nacionalidade americana e iraniana, foi preso na Califórnia na quarta-feira, 3, acusado de chefiar esquema para fornecer equipamentos de tecnologia dos EUA a órgãos ligados ao programa nuclear iraniano e às Forças Armadas, burlando sanções.
- A acusação aponta exportação ilegal de mais de 250 toneladas de equipamentos de rede, criptografia e segurança digital para o Irã entre 2014 e 2018; parte destinada à Organização de Energia Atômica do Irã e ao Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas.
- Ghomi é dono da Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR), empresa de Teerã; promotores afirmam que ele usou intermediários nos Emirados Árabes Unidos para contornar as restrições comerciais.
- A investigação sustenta que a FPR manteve relações com órgãos do governo iraniano e entidades sancionadas; Ghomi atuou para garantir ao regime acesso a tecnologias proibidas.
- Também responde por lavagem de dinheiro: mais de US$ 15 milhões teriam sido transferidos do Irã para os Estados Unidos por meio de estruturas em Ilhas Virgens Britânicas, Hong Kong, Turquia e Emirados; parte do dinheiro financiou uma mansão de luxo em Newport Beach, avaliada em cerca de US$ 35 milhões. A audiência de acusação é em 13 de julho; eventual condenação pode levar à perda da mansão e a até 20 anos de prisão.
O empresário Jamshid Ghomi, iraniano de 63 anos com dupla nacionalidade, foi preso na Califórnia na quarta-feira, 3 de julho. Ele é apontado como líder de um esquema para fornecer equipamentos de tecnologia dos EUA a órgãos ligados ao programa nuclear do Irã e às Forças Armadas, burlando sanções americanas. A prisão ocorreu em meio a tensões entre Washington e Teerã.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Ghomi liderou uma rede que exportou mais de 250 toneladas de equipamentos de rede, criptografia e segurança digital entre 2014 e 2018. Parte dessas peças teria ido para a Organização de Energia Atômica do Irã, além do Ministério da Defesa e da Logística das Forças Armadas.
Ghomi é dono da Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR), empresa de tecnologia sediada em Teerã. Promotores afirmam que ele utilizou intermediários nos Emirados Árabes Unidos para contornar as restrições comerciais impostas pelos EUA.
Acusações e redes financeiras
As autoridades afirmam que Ghomi adquiriu equipamentos fabricados nos EUA e os enviou ao Irã por meio de uma cadeia de empresas para ocultar o destino final. A investigação sustenta que a FPR manteve relações com órgãos do governo iraniano e entidades sujeitas a sanções.
Ghomi é acusado de conspirar para violar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, com pena máxima prevista de 20 anos de prisão. Também responde por lavagem de dinheiro, com mais de US$ 15 milhões transferidos do Irã para os EUA via estruturas em Ilhas Virgens Britânicas, Hong Kong, Turquia e EUA.
Mansão e possível confisco
Dados das autoridades indicam que parte dos recursos financiou a construção de uma mansão em Newport Beach, Califórnia, avaliada em cerca de US$ 35 milhões. O imóvel foi erguido em terreno adquirido por Ghomi em 2010 e pode ser confiscado se houver condenação.
Segundo promotores, parte dos recursos foi declarada como herança para fins de imposto de renda, enquanto os rendimentos reais movimentados teriam sido significativamente maiores. Ghomi, que não registrou declaração de culpa ou inocência, tem audiência marcada para 13 de julho.
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