- O chefe do Estado‑Maior Conjunto dos EUA, General Dan Caine, visitou Caracas na quarta‑feira (3/6) para discutir segurança regional com autoridades do governo interino venezuelano.
- A visita, inédita, ocorreu enquanto Delcy Rodríguez viajava a Nova Délhi, em missão de cinco dias à Índia, que foi o segundo maior importador de petróleo venezuelano em maio.
- O foco do encontro foi a estabilidade nacional e o papel das Forças Armadas americanas na implementação de um plano de três fases apresentado pelo presidente Donald Trump.
- Em 5 de março houve restabelecimento das relações entre Caracas e Washington, rompidas por sete anos durante o governo de Nicolás Maduro, que está preso nos EUA desde janeiro.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo assumiria o controle dos negócios petrolíferos na Venezuela, enquanto Rodríguez promove reformas em hidrocarbonetos e mineração para atrair investimento.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, General Dan Caine, visitou Caracas nesta quarta-feira (3/6) para conversar com altos funcionários do governo interino sobre segurança regional. A comitiva americana enfatizou o papel das Forças Armadas dos EUA na implementação de um plano de três fases apresentado pelo governo de Washington. A visita ocorreu enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez estava em viagem.
Esta foi a primeira viagem oficial de Caine à Venezuela, destacando a tentativa de Washington de manter diálogo em um momento de tensão regional. A agenda incluiu avaliação da estabilidade interna do país e da cooperação com forças regionais para reduzir riscos à segurança.
No mesmo entorno, Rodríguez pousou em Nova Délhi para uma viagem de cinco dias à Índia, segundo informações disponíveis, com foco em ampliar relações econômicas. A visita ocorre em meio a mudanças nas relações entre Caracas e Washington, que passaram por um rompimento de sete anos até o restabelecimento formal em março.
Historicamente, o Comando Sul dos EUA, sob Francis Donovan, realizou visitas à Venezuela após ações envolvendo Nicolás Maduro em janeiro, incluindo operações militares na capital venezuelana. As recentes movimentações ocorrem dentro de um cenário de retomada de contato entre os dois governos.
Ao longo de 2023 e 2024, o governo dos EUA sinalizou interesse em condições para ampliar cooperação energética e de segurança na região. Em paralelo, Rodríguez tem promovido reformas legais para atrair investimentos estrangeiros nos setores de hidrocarbonetos e mineração, em meio a pressão externa.
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