- Os Estados Unidos respeitarão os limites tarifários previstos em acordos com a União Europeia e o Japão, com tarifas máximas em torno de quinze por cento para a maioria das importações.
- O gabinete do representante comercial anunciou um novo conjunto de tarifas sobre diversos países por não conterem o uso de trabalho forçado na produção.
- A União Europeia enfrentaria tarifa de 10% e o Japão, 12,5%; uma investigação adicional da Seção 301 pode elevar as tarifas acima de quinze por cento.
- Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou à margem de reunião da OCDE em Paris que “um acordo é um acordo” e que os resultados da segunda investigação devem sair em algumas semanas.
- O governo dos Estados Unidos pretende compatibilizar as conclusões das investigações com os acordos já firmados, buscando reduzir barreiras comerciais injustas sem deixar de cumprir os acordos existentes.
Os Estados Unidos devem respeitar os limites tarifários estabelecidos em acordos com a União Europeia e o Japão. A decisão se baseia em novas tarifas planejadas por Washington sobre produtos vinculados ao trabalho forçado.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, comunicou a jornalistas à margem de uma reunião ministerial da OCDE, em Paris. Ele afirmou que “um acordo é um acordo”, ao comentar o compromisso.
Os acuerdos firmados com UE e Japão preveem tarifas máximas de 15% para a maioria das importações desses parceiros. Na prática, novas tarifas foram anunciadas após avaliação de bens produzidos com trabalho forçado.
Contexto das tarifas
A União Europeia ficaria sujeita a uma tarifa de 10% e o Japão, de 12,5%. Uma investigação adicional da Seção 301 pode elevar as tarifas totais acima de 15% para produtos dessas economias.
Greer disse que o entendimento reconhece a possibilidade de impor tarifas “até um determinado nível” e que as investigações dão ao presidente autoridade para agir. Os resultados da segunda avaliação devem sair em semanas, segundo o representante.
O objetivo é compatibilizar as conclusões das investigações com os acordos já firmados. Segundo ele, as duas medidas podem coexistir, buscando eliminar barreiras comerciais injustas identificadas nas investigações.
Greer ressaltou que a administração tem preocupação com o trabalho forçado desde o início e com a insuficiência de alguns países em adotar medidas eficazes para combatê-lo.
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