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Fiji rejeita plano de incineração proposto por bilionário australiano

Fiji rejeita plano de incineração de resíduos de bilionário australiano por riscos à saúde, ao meio ambiente e ao turismo, incluindo gestão de cinzas perigosas

Fiji’s government has rejected an incinerator that critics said would have made it ‘the Pacific’s ashtray’. Photograph: BigBlueFun/Getty Images/500px
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  • O governo de Fiji rejeitou o plano da empresa The Next Generation Holdings (TNG) de queimar lixo para gerar energia no país, próximo a Nadi, citando riscos à saúde pública, gestão de cinzas perigosas e impactos ambientais e turísticos.
  • O projeto previa importar resíduos não recicláveis da região para Fiji e queimar até 900 mil toneladas por ano, com a instalação de um incinerador a menos de 15 quilômetros do principal polo turístico.
  • A decisão levou em conta questões sobre a escala do projeto, o lixo importado, a gestão de cinzas perigosas, impactos no turismo e no meio ambiente, e a viabilidade econômica apresentada pela empresa.
  • A secretária do meio ambiente, Sivendra Michael, afirmou que a decisão não é contra investimento ou soluções de resíduos, mas que os potenciais impactos não puderam ser avaliados e gerenciados de forma adequada.
  • Os proponentes, Ian Malouf e Rob Cromb, haviam dito que o projeto poderia atender a cerca de 40% da demanda de eletricidade de Fiji; a análise de impacto ambiental indicou, porém, aumento de 25% nas emissões nacionais, gerando preocupação entre moradores e operadores turísticos.

O governo da Fiji rejeitou o plano da The Next Generation Holdings (TNG) de construir um incinerador para gerar energia no país. A proposta previa enviar resíduos não recicláveis de toda a região para Fiji e queimar cerca de 900 mil toneladas por ano, próximo a Nadi, na costa de Vuda.

A decisão ocorreu após resistência de moradores tradicionais e operadores turísticos. O ministério do Meio Ambiente destacou questões sobre a escala do projeto, resíduos importados, manejo de cinzas perigosas e riscos à saúde pública. Perguntas sobre turismo e meio ambiente não foram resolvidas no material apresentado pela empresa.

O secretário do Meio Ambiente, Sivendra Michael, afirmou que a decisão não é contra investimento ou novas soluções de resíduos, mas que os impactos potenciais não podiam ser avaliados ou gerenciados de forma adequada.

A dupla australiana envolvida, formada pelo empresário Ian Malouf e Rob Cromb, havia dito que a planta poderia atender a 40% da demanda de iluminação elétrica do país, reduzindo a dependência de diesel. O estudo de impacto ambiental, entretanto, apontava aumento de 25% nas emissões nacionais.

Contexto e desdobramentos

Moradores chamaram o projeto de “waste colonialism” e disseram que o plano seria uma ameaça à reputação de Fiji no ecoturismo. O embaixador de Fiji na ONU reforçou que a região do litoral de Vuda não pode se tornar um “cinzeiro do Pacífico”.

A proposta situaria a usina a menos de 15 km da principal porta de turismo do país, Nadi. Emissões adicionais, riscos de saúde e impactos negativos para hotéis e escolas próximos foram citados como problemas não resolvidos.

Malouf, fundador do movimento “Dial a Dump”, havia tentado aprovar na Austrália uma planta similar por sete anos, mas o projeto foi rejeitado por riscos à saúde humana em 2018. Cromb fabrica roupas para a marca Kookai em Fiji.

A TNG não comentou de imediato a decisão do governo.

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