- O governo dos EUA impôs sanções ao presidente cubano Miguel Díaz-Canel e a familiares próximos, incluindo filho e neto de Raúl Castro, além da esposa e do enteado de Díaz-Canel.
- Os alvos também incluem o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, mais três organizações ligadas ao governo cubano e uma empresa de mineração com capital cubano e australiano.
- O objetivo, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, é pressionar o regime cubano e desestabilizar sua segurança nacional.
- As medidas se somam ao bloqueio ao petróleo e a ações legais, com a possibilidade de sanções secundárias para terceiros que façam negócios com as entidades sancionadas.
- Rubio disse que os EUA buscam uma solução negociada que leve Cuba a caminhos de democracia, embora ainda não haja um líder claro para a transição.
O governo dos EUA anunciou novas sanções contra Cuba, incluindo o presidente Miguel Díaz-Cal en, em uma ofensiva para pressionar Havana. As medidas, anunciadas nesta quinta-feira, abrangem familiares do líder cubano, além de órgãos militares e empresas associadas ao regime.
Além do próprio Díaz-Canel, as sanções atingem o filho e o neto de Raúl Castro, a esposa e o enteado do presidente cubano, o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e outras entidades ligadas ao governo. Também entram na lista uma empresa de mineração com capital cubano e australiano.
Objetivo e alcance
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as ações visam descrever e frear a rede que sustenta a atuação do regime para desestabilizar a segurança nacional dos EUA. A medida faz parte de uma estratégia de pressão econômica sobre Havana.
As autoridades destacam que a GAESA, conglomerado militar que domina boa parte da economia cubana, está entre os alvos. Também podem sofrer sanções secundárias bancos e empresas que prestem serviços às entidades sancionadas.
Contexto e desdobramentos
A administração Trump já havia adotado uma série de medidas para endurecer o bloqueio a Cuba, com foco em restringir petróleo e impor acusações contra integrantes do governo. O anúncio ocorre em meio a tensões diplomáticas e a possibilidade de ações adicionais.
Rubio ressaltou que, além de pressionar o governo cubano, as sanções buscam impedir o financiamento de redes que apoiam operações subversivas. O secretário sugeriu que possíveis transições políticas em Cuba dependem de mudanças significativas no quadro institucional.
Perspectivas e próximos passos
Embora tenha indicado a abertura para negociações que avancem rumo a democracia, as autoridades reiteraram que não há identificação de um líder específico para conduzir eventual transição. Consultas com parceiros internacionais devem orientar próximos passos.
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