- Hezbollah rejeitou formalmente um plano de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Líbano e Israel, apesar de termos anunciados pela Casa Branca de entender entre as partes.
- O acordo exigia que o Hezbollah interrompesse todas as operações e retirasse seus combatentes das áreas próximas à fronteira com Israel.
- O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o plano como vergonhoso e afirmou que a resistência continuará enquanto houver presença militar inimiga.
- Israel manteve bombardeios no sul do Líbano e deixou claro que não vai se retirar de a região, com o ministro da Defesa, Israel Katz, prometendo continuidade das ações.
- Houve relatos de mortes em Sohmor após ataques aéreos, enquanto o Líbano via com otimismo a mediação norte-americana para um cessar-fogo abrangente, mas limitados pela recusa do Hezbollah.
O Hezbollah rejeitou formalmente um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, mediado pelos Estados Unidos. O pacto previa suspensão das hostilidades, desde que o Hezbollah interrompesse todas as ações militares e se retirasse das áreas próximas à fronteira. Israel, por sua vez, manteve bombardeios no sul libanês e afirmou não abrir mão de sua presença ali. A mediação norte-americana buscava uma trégua, condicionada a medidas de retirada e desmobilização.
Segundo o Hezbollah, a proposta é inadequada e representa um caminho para a destruição de parte do povo libanês e a escravização do restante. O grupo informou que não entregará armas enquanto houver tropas consideradas inimigas na região. O líder Naim Qassem formalizou a posição por meio de canais oficiais do movimento.
Os ataques entre as partes intensificaram-se desde 2 de março, com o Hezbollah apoiando ações ao lado do Irã. Apesar de várias tentativas de trégua anunciadas pela diplomacia dos EUA desde abril, as hostilidades persistem. Teerã condiciona qualquer acordo ao fim das incursões israelenses.
Israel confirmou que continuará operações aéreas e terrestres por tempo indeterminado. O objetivo declarado é desmantelar infraestrutura do que classificam como aliança terrorista. Autoridades também orientaram moradores do sul a se manterem afastados de áreas-alvo. A vigilancia aérea inclui drones sobre a região metropolitana de Beirute.
No Líbano, o presidente Joseph Aoun havia manifestado otimismo em relação à mediação dos EUA, descrevendo a proposta como uma oportunidade para um cessar-fogo amplo. Ele indicou que a implementação poderia ocorrer rapidamente, caso houvesse concordância entre os atores envolvidos.
O ataque mais recente resultou em mortes na localidade de Sohmor, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Autoridades militares israelenses reiteraram o objetivo de neutralizar a infraestrutura ligada ao Hezbollah, mantendo a ofensiva enquanto não houver cessar-fogo estável.
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