- Um hotel em Baviera, na Alemanha, recusou uma reserva de um hóspede israelense com mensagem que dizia que “judeus não são permitidos” no local.
- A consulesa-geral de Israel para o sul da Alemanha publicou a captura de tela e questionou se houve retrocesso aos anos trinta.
- O estabelecimento pediu desculpas e afirmou que houve um “erro estúpido”; ofereceu uma estadia gratuita de uma semana ao hóspede e à família.
- O hotel disse que foi vítima de fraudes e tentativas de phishing, e que a rejeição ocorreu por frustração com reservas falsas.
- O Booking.com retirou o hotel da plataforma; autoridades e organizações judaicas, incluindo o Conselho Central dos Judeus na Alemanha, pedem investigação sobre antissemitismo.
O Hotel zum Hirschen, na Baviera, negou uma reserva a um hóspede israelense com uma mensagem que insinuava que judeus não eram permitidos no local. A divulgação ocorreu nas redes sociais, suscitando críticas e pedidos de apuração.
A consulesa-geral de Israel para o sul da Alemanha, Talya Lador, tornou público o ocorrido. Ela questionou se houve retrocesso aos anos 1930 e compartilhou a captura de tela com a negativa de hospedagem.
Um dos gerentes do hotel, Andreas Vogl, afirmou à agência dpa que não há relação com antissemitismo e classificou o episódio como um erro estúpido causado por frustração com reservas falsas. O hotel prometeu apurar o caso internamente.
Desdobramentos e resposta oficial
O hotel pediu desculpas formais ao hóspede e à sua família, oferecendo uma estadia gratuita de uma semana para demonstrar que não há discriminação. A comunicação também foi enviada ao gabinete do primeiro-ministro da Baviera.
Segundo o e-mail, a empresa vinha enfrentando problemas com reservas fraudulentas e tentativas de phishing, o que teria levado a tratar erroneamente a reserva israelense como falsa. O estabelecimento reconheceu o erro e afirmou que não houve intenção de discriminar.
O hóspede não quis se pronunciar e pediu privacidade. O Conselho Central dos Judeus na Alemanha solicitou a investigação do caso, destacando o absurdo de ter sido escrito e enviado.
O ministério público da Baviera responsável pelo combate ao antissemitismo já foi informado, conforme reportagem. Ainda não houve decisão sobre a abertura de processo formal, segundo relatos.
O hotel informou que a repercussão trouxe ataques e ameaças de morte à família proprietária. Em resposta, o Booking.com removeu o estabelecimento da plataforma.
Além do incidente, o contexto de alta incidência de ataques antissemitas na Alemanha tem sido citado por autoridades. Em 2024, a RIAS registrou aumento de quase 77% em incidentes relatados.
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