- O Itamaraty está articulando a venda de petróleo brasileiro para o Japão, que busca alternativas de abastecimento após o fechamento do estreito de Hormuz.
- O chanceler Mauro Vieira, em missão a Tóquio, foi acompanhado por um executivo da Petrobras para dar andamento a uma negociação iniciada antes da viagem.
- A reunião ocorreu em 18 de maio e contou com a presença de Ryosei Akazawa, chefe da Economia, Comércio e Indústria de Tóquio, entre outros.
- Vieira se encontrou com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, e com o titular da Agricultura, Norikazu Suzuki, em formato de diálogo estratégico.
- Segundo notas de Tóquio, o Brasil está preparado para dialogar construtivamente sobre a aquisição de petróleo bruto pelo Japão, em meio à menor disponibilidade de fontes no Oriente Médio.
O Itamaraty articula a venda de petróleo brasileiro para o Japão, em meio ao fechamento do Estreito de Hormuz. A operação envolve o Ministério das Relações Exteriores e a Petrobras, conforme apuração da Folha.
Em missão a Tóquio, o chanceler Mauro Vieira acompanhou um executivo da Petrobras para dar andamento a uma negociação iniciada antes da viagem. A reunião ocorreu em 18 de maio, com a participação de Ryosei Akazawa, chefe da Economia, Comércio e Indústria de Tóquio.
O chanceler brasileiro também reuniu-se com o ministro japonês das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, e com o ministro da Agricultura, Norikazu Suzuki. O objetivo foi ampliar as relações econômicas, principalmente em energia e recursos naturais.
Segundo notas de Tóquio, Vieira e Akazawa discutiram fortalecer laços nesse eixo, enquanto Motegi sinalizou abertura para dialogar sobre a aquisição de petróleo bruto brasileiro. A iniciativa já vinha sendo tratada desde março, em diálogos com outras nações asiáticas.
A Folha procurou a Petrobras para esclarecer a negociação, mas não houve retorno até a publicação. O contexto inclui o impacto do fechamento de Hormuz, que eleva a procura por fontes alternativas de abastecimento no Japão.
Dados oficiais indicam que cerca de 90% do petróleo consumido pelo Japão chega pelo estreito de Hormuz. A dependência da região explica o interesse japonês em buscar fornecedores estáveis, como o Brasil, diante da instabilidade regional.
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