- Japão planeja substituir cerca de 19 reatores nucleares obsoletos nos próximos 24 anos, para alcançar neutralidade de carbono até 2050.
- O plano prevê substituir cinco reatores até a década de 2040 e outros 14 até 2050, segundo a mídia local.
- Meta é atender a demanda de IA, datacenters e fábricas de semicondutores, além de reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
- No início deste ano, Tóquio reiniciou Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo, desativada desde Fukushima em 2011.
- A indústria estima déficit de energia até 2040 em cerca de 5,5 milhões de quilowatts, equivalente à energia gerada por cinco reatores, segundo a Kyodo.
O Japão planeja substituir cerca de 19 reatores nucleares obsoletos nos próximos 24 anos, até 2050. A meta está associada à expansão da geração de energia para sustentar IA, data centers e fábricas de semicondutores. O objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis e alcançar neutralidade de carbono até 2050.
A informação foi veiculada pela imprensa local nesta sexta-feira, 5. O Ministério da Indústria apresenta um plano que prevê a substituição de cinco reatores até a década de 2040 e de outros 14 até 2050. A minuta deve ser discutida nos próximos meses pelos ministérios envolvidos.
Contexto e objetivo
No início deste ano, Tóquio reiniciou a maior usina nuclear do mundo, Kashiwazaki-Kariwa, que estava desativada desde Fukushima em 2011. A retomada ocorreu após o país reavaliar a segurança e a viabilidade econômica da energia nuclear.
Autoridades apontam déficit de energia como desafio. A Kyodo News estima que, até 2040, o Japão terá carência de cerca de 5,5 milhões de kilowatts, equivalente à produção de cinco reatores. A projeção orienta a necessidade de novas fontes.
Caminho à neutralidade e cenário de energia
O plano envolve aumentar a oferta de energia para suportar tecnologias emergentes e atividades industriais. A medida busca reduzir a dependência de importação de combustíveis fósseis e acelerar a transição para fontes mais estáveis. O governo manterá avaliação contínua das opções energéticas.
A desativação de usinas nucleares no país ocorreu após o desastre de Fukushima em 2011, quando terremoto e tsunami provocaram derretimento do núcleo de três reatores. A retomada da Kashiwazaki-Kariwa marcou um passo na discussão sobre o papel da energia nuclear na matriz energética.
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