- A juíza Aura Luz Forero proibiu Abelardo de la Espriella de usar ou exibir a camisa da seleção colombiana em atividades de campanha, redes sociais ou qualquer espaço para difundir sua mensagem política.
- A medida é provisória e entrou em vigor imediatamente, atendendo a um pedido de Wilman Ramiro Bocanegra Calderón, que alegou sentir-se discriminado pelo uso da camiseta.
- A decisão aponta que a associação da camisa a uma candidatura compromete a neutralidade dos símbolos nacionais e cria uma identificação do item com a campanha.
- Espriella ganhou o primeiro turno e segue para o segundo turno contra Iván Cepeda; apoiadores dele chegaram a usar a camisa em comício em Medellín.
- O caso é comparado a debates no Brasil sobre símbolos da seleção em campanhas, com a Federação Colombiana de Futebol pedindo que partidos se abstenham de usar o uniforme.
A Justiça da Colômbia proibiu Abelardo de la Espriella de usar a camisa da seleção em atos eleitorais. A decisão, anunciada na quinta-feira (4), determina que o candidato não possa promover sua candidatura mantendo vestimenta, cores ou emblemas da seleção em campanhas, redes sociais ou qualquer espaço de difusão política. A medida visa manter a neutralidade dos símbolos nacionais.
A ação partiu do cidadão Wilman Ramiro Bocanegra Calderón, que alegou sentir-se discriminado pelo uso da camiseta pela campanha do ultradireitista. A juíza Aura Luz Forero decidiu pela suspensão imediata do uso de símbolos da seleção pelo candidato, ressaltando que a identificação visual não pode ser vinculada a uma candidatura.
A decisão aponta ainda que o item é um símbolo nacional cuja utilização com fins políticos pode desvirtuar sua função. Espriella adotou a camisa uma semana antes do primeiro turno, vencido no pleito, e passou a incentivar apoiadores a votarem com o uniforme tricolor.
Contexto e desdobramentos
A questão surge em meio a controvérsias sobre a apropriação de símbolos nacionais para fins eleitorais. A Federação Colombiana de Futebol também solicitou que campanhas se abstenham de usar o uniforme. A disputa repercute no debate sobre o papel de símbolos nacionais na política.
Entre apoiadores de Cepeda, figuras promoveram ações contra a utilização da camisa por Espriella. O debate envolve ainda a comparação com atitudes observadas em outros países, destacando relatos de campanhas que buscaram associar símbolos nacionais a candidaturas.
A reportagem aponta que Espriella vem mantendo posicionamento contundente e já enfrentou outras ações judiciais recentes. Em decisão separada, a juíza Xinia Navarro exigiu que o candidato se desculpasse por declarações sobre o voto feminino em veículo de comunicação, o que também teve desfecho recente.
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