- Kim Jong-un visitou uma nova instalação de produção de material nuclear para armas e prometeu expandir o arsenal atômico em ritmo exponencial.
- A KCNA informou que a capacidade de produção de material para armamentos mais que dobrou nos últimos cinco anos.
- A declaração ocorre após o fracasso das negociações de desnuclearização com os Estados Unidos, que levou Pyongyang a acelerar o desenvolvimento de armas estratégicas.
- As imagens divulgadas mostram centrífugas, salas de controle e módulos de processamento, sugerindo produção em escala industrial.
- Observadores destacam que o programa nuclear norte-coreano segue monitorado por entidades internacionais, com foco em instalações de enriquecimento em Yongbyon e Kangson.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitou uma nova instalação de produção de material nuclear para armas e sinalizou planos de ampliar o arsenal em ritmo exponencial, conforme a agência estatal KCNA nesta quinta-feira, 4.
Segundo a KCNA, Kim inspecionou a fábrica dedicada ao enriquecimento de material físsil e afirmou que a capacidade de produção de armamentos já dobrou nos últimos cinco anos. A localização não foi divulgada.
A visita ocorre após o fracasso das negociações de desnuclearização com os EUA. Entre 2018 e 2019, Kim teve três encontros com Donald Trump, sem acordo, o que consolidou uma linha de fortalecimento militar.
A imprensa internacional aponta que o regime acelerou investimentos em armas estratégicas, ampliou infraestrutura nuclear e retomou testes de mísseis de longo alcance. A reportagem também cita planos quinquenais anunciados em 2021.
A AIEA monitora, pelo menos, duas instalações de enriquecimento na Coreia do Norte, em Yongbyon e Kangson, além de acompanhar a construção de um novo complexo em Yongbyon. Não há confirmação de datas para atividades futuras.
Especialistas destacam que as imagens divulgadas sugerem uma mudança para produção em escala industrial, com foco na demonstração de capacidade produtiva, não apenas de pesquisa.
Ao encerrar a visita, Kim elogiou os cientistas do programa atômico e afirmou que o potencial nuclear atingiu um nível “inconcebível”, reforçando a leitura de que não há, no momento, intenções de retomar negociações para limitar o arsenal.
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