- Lula confirmou viagem à cúpula do G7, de 15 a 17 de maio, em Evian, França, como convidado.
- A expectativa é que ele se encontre com o presidente dos EUA, Donald Trump, para tratar das sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros.
- Também está na pauta a proposta do Representante Comercial dos Estados Unidos de sobretaxar Brasil e outros 59 países em 12,5% por falhas no combate ao trabalho forçado.
- Lula disse que vai ao G7 para tentar “colocar ordem” diante do desmonte do multilateralismo e da democracia, mantendo a soberania nacional.
- O presidente entregou a Trump quatro documentos com temas estratégicos, como combate ao narcotráfico, agenda comercial, acordo com Irã em 2010 e questões sobre terras raras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou participação na cúpula do G7, entre 15 e 17 de julho, em Evian, França. A viagem visa aproximar o Brasil de líderes das sete maiores economias, com foco em relações comerciais. Lula sinalizou que pode conversar com Donald Trump sobre a possível sobretaxa de 25% a produtos brasileiros, caso seja implementada.
A agenda também envolve a proposta do Representante Comercial dos EUA de elevar tarifas a 12,5% para o Brasil e outros 59 países, sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. O tema aparece como desafio às negociações bilaterais já em curso.
Para Lula, a ida ao G7 busca “colocar ordem na casa” diante do que ele chamou de desmonte do multilateralismo e da democracia. O presidente reforçou que o Brasil foi convidado ao encontro como parceiro estratégico.
A reunião com ministros no Planalto ocorreu antes da viagem. Lula criticou tarifas impostas pelos EUA, argumentando que não há déficit comercial na relação bilateral e que o Brasil não aceitará tratamento desigual.
Encontro com Trump e próximos passos
O presidente afirmou que, em Washington, entregou quatro documentos a Trump sobre combate ao narcotráfico, agenda comercial e questões ligadas a urânio e minerais críticos. Disse estar convencido de que há uma nova lógica no relacionamento Brasil-EUA, ainda que tenha ficado surpreso com algumas medidas.
Lula também destacou críticas ao senador Marco Rubio, chefe da diplomacia americana durante parte do mandato, afirmando que ele não valoriza a América Latina nem o Brasil.
Caso não haja acordo com os EUA, Lula garantiu que o Brasil buscará outros parceiros comerciais. A mensagem foi de firmeza na defesa da soberania e de oportunidades para ampliar a presença internacional do país.
A declaração ocorre em meio a visitas recentes de membros da família Bolsonaro aos EUA, que geraram desdobramentos diplomáticos. O presidente frisou a continuidade do diálogo diplomático, sem abrir mão da defesa dos interesses nacionais.
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