- O ex-presidente Michel Temer afirmou que, no Brasil, há radicalização política em vez de polarização, durante o lançamento do documentário “963 dias” em São Paulo, em 26 de junho de 2026.
- O filme, dirigido por Bruno Barreto, revisita o governo de Temer e tem estreia prevista para o segundo semestre de 2026; não há entrevistados do PT, conforme explicou o diretor.
- Barreto diz que a obra apresenta Temer como moderado e busca uma recuperação histórica de seu mandato; ao fim do governo, Temer foi desaprovado por 74% em pesquisa do Ibope.
- Temer assumiu a Presidência de forma definitiva em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, ocupando o cargo até 1º de janeiro de 2019, com foco em reformas econômicas como teto de gastos e reforma trabalhista.
- O diretor afirma que o filme retrata a verdade dos fatos; Temer brincou que, a partir do documentário, poderá se tornar um ex-presidente extremamente popular.
O ex-presidente Michel Temer declarou nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, que no Brasil há radicalização política e não polarização. Ele afirmou que ideias, projetos e conceitos foram radicalizados, não apenas discutidos de forma principiada.
A fala ocorreu após a sessão especial do documentário 963 dias, dirigido por Bruno Barreto, no Shopping JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo. A estreia do filme está prevista para o segundo semestre de 2026, ainda sem data.
Segundo o diretor Bruno Barreto, o filme não trouxe entrevistas com nomes do PT. Ele explicou que convidou o partido, mas não houve aceitação, ressaltando que não buscava ouvir quem iria repetir uma cartilha ideológica.
Temer avaliou que o documentário retrata de forma fiel a história de seu governo e pode contribuir para uma recuperação histórica de sua gestão. Ele destacou que, embora tenha sido impopular ao fim do mandato, o filme reforçaria uma percepção de moderação.
O ex-presidente assumiu a Presidência de forma definitiva em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff. Temer já ocupava o cargo interinamente desde 12 de maio de 2016. Seu governo seguiu até 1º de janeiro de 2019.
Temer atuou, durante o governo, em reformas econômicas como teto de gastos e reforma trabalhista, buscando recompor a economia após crises. A narrativa do filme busca situar Temer como figura moderada em um cenário de radicalização.
O impeachment de Dilma Rousseff foi alvo de críticas do PT e de movimentos de esquerda, que classificaram o processo como golpe. Defensores do impeachment defenderam que o processo seguiu os ritos constitucionais, enquanto Temer frequentemente descreveu o golpe como golpe de sorte.
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