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Motivo da acusação do premiê britânico contra Elon Musk

Starmer acusa Elon Musk de tentar semear discórdia na política britânica; caso Nowak alimenta protestos e confrontos com a polícia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, do Partido Trabalhista. 30/04/2026 - (Jack Taylor/WPA Pool/Getty Images)
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  • Keir Starmer acusou Elon Musk de tentar semear discórdia ao interferir na política do Reino Unido após as mensagens do empresário sobre o caso de Henry Nowak, em Southampton.
  • Henry Nowak, estudante, foi esfaqueado e morreu; o autor do crime, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua com pena mínima de vinte e um anos.
  • Imagens de câmeras corporais mostram Nowak deitado na rua dizendo “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”; um policial questiona: “Acho que não, amigo”.
  • Figuras da extrema direita, como o político Nigel Farage, usaram o episódio para atacar direitos de minorias; Farage afirmou desigualdade de tratamento entre brancos e minorias pelas autoridades.
  • Protestos em Southampton, na terça-feira, terminaram em confronto com a polícia, com centenas de manifestantes; autoridades informam que ao menos onze policiais e um cão ficaram feridos.
  • A ministra do Interior, Shabana Mahmood, criticou a violência e disse que a família de Nowak pediu que a morte não fosse usada para promover ódio; responsáveis serão responsabilizados.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, acusou Elon Musk de tentar semear a discórdia no país. A fala ocorreu nesta quinta-feira, 4, após o bilionário compartilhar mensagens sobre o assassinato do estudante Henry Nowak, ocorrido em Southampton, no sul da Inglaterra. Starmer afirmou que Musk interfere na política britânica.

Musk, dono da rede X, publicou conteúdos sobre a resposta policial ao esfaqueamento de Nowak. A postura do empresário gerou críticas locais e acendeu o debate sobre influência de influenciadores digitais em assuntos internos do Reino Unido.

O caso envolve o jovem Nowak, que foi esfaqueado. O autor do crime, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira, com pena mínima de 21 anos. Digwa alegou violência racista contra Nowak para justificar o ataque.

Imagens de câmeras corporais mostraram Nowak ferido na rua, dizendo estar esfaqueado e sem conseguir respirar. Em resposta, um policial questionou de maneira contundente, e Nowak morreu pouco depois da abordagem.

A repercussão incluiu críticas de figuras da extrema direita britânica, como Nigel Farage. Em comunicado, Farage afirmou que o episódio expõe tratamento desigual entre brancos e minorias pelas autoridades, citando a atuação policial.

Na terça-feira, após a condenação de Digwa, manifestantes entraram em confronto com a polícia em Southampton durante um ato pela morte de Nowak. Autoridades locais indicaram centenas de participantes e o arremesso de objetos contra agentes, com feridos entre os veículos.

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, criticou os atos de violência e disse que ativistas exploram a tragédia para ampliar divisões sociais. Ela ressaltou que a família de Nowak pediu que a morte não fosse usada para promover ódio ou tensões raciais.

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