- A polícia da Jamaica foi acusada de homicídio após suposto tiroteio que matou Latoya Bulgin, de 45 anos, durante protesto; o guarda Andrew Wilson foi levado ao tribunal e teve a fiança negada, com nova audiência prevista para meados de junho.
- Bulgin morreu em 17 de maio no noroeste do país, após surgir vídeo nas redes sociais mostrando um policial atirando contra o motorista de uma minivan durante manifestação contra violência policial.
- Segundo Indecom, policiais faziam controle de multidões em Granville durante protesto relacionado a um tiroteio ocorrido dias antes, que deixou um adolescente de 17 anos morto.
- Nas imagens, a minivan permanece parada; o veículo inicia a movimentação enquanto um policial dispara contra a motorista, e pessoas próximas gritam; o corpo é retirado do carro e colocado na traseira de uma viatura, sem parecer haver socorro imediato.
- Indecom e Jamaicans for Justice defendem maior responsabilização e o uso de câmeras corporais; as imagens foram cruciais para a apuração e para cobrar transparência das autoridades.
Um policial da Jamaica foi formalmente acusado de homicídio após ser apontado como atirador que feriu uma mulher de 45 anos durante um protesto. O policial, identificado como Constable Andrew Wilson, compareceu ao tribunal nesta quarta-feira e teve a prisão mantida sem fiança. Uma nova audiência está agendada para mid-June.
A vítima, Latoya “Buju” Bulgin, morreu em 17 de maio no noroeste do país, em meio a protestos contra violência policial. Imagens postadas nas redes sociais mostram a minivan dela parada na beira da via, com várias pessoas saindo do veículo, enquanto policiais se posicionavam nas proximidades. Sem aviso, um oficial dispara contra a motorista, provocando pânico entre os presentes.
Segundo a Indecom, a intervenção policial ocorreu durante uma operação de controle de multidão em Granville, em protesto contra um tiroteio policial ocorrido dias antes, que matou um estudante de 17 anos, identificado pela imprensa local como TJey Edwardson, primo de Bulgin.
As imagens de CCTV divulgadas mostram Bulgin deixando o veículo após o atentado, enquanto autoridades a retiram do carro e a colocam em uma viatura policial. Não há sinal claro de atuação de socorro imediato por parte dos agentes.
Indecom e Jamaicans for Justice (JFJ) defendem maior responsabilização por disparos letais por parte da polícia, sugerindo o uso de câmeras corporais. Não havia câmera corporal no policial acusado, o que, segundo o JFJ, evidenciou a importância de imagens independentes para esclarecer o caso.
A Indecom informou que a coleta e análise rápida de evidências de vídeo contribuíram para uma compreensão objetiva do tiroteio. A investigação já resultou em acusações formais contra o policial envolvido.
O país registra 140 tiroteios fatais até o momento neste ano, de acordo com a Indecom, em meio a críticas de grupos de direitos humanos sobre o uso da força pela polícia. O movimento de mulheres do PNP rejeita os relatos de violência com contundência.
A Inter-American Commission on Human Rights também criticou o ocorrido, pedindo uma investigação rápida, independente, imparcial e transparente. O caso segue sob escrutínio público e institucional na Jamaica.
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