- O jovem Henry Nowak, de dezoito anos, morreu após ser esfaqueado por Vickrum Digwa em Southampton, enquanto a polícia o algemava; Digwa alegou ter sido vítima de racismo, versão contestada por provas durante o julgamento.
- Imagens de câmera policial mostram Nowak pedindo ajuda por não conseguir respirar; os agentes não responderam aos chamados e chamaram socorro quase três minutos depois.
- Digwa foi condenado à prisão perpétua com mínimo de vinte e um anos de cumprimento; o juiz disse que Nowak não fez qualquer comentário racista e que a violência provocou tensão racial.
- Protestos ocorreram em Southampton, com confrontos entre manifestantes e a polícia; onze agentes ficaram feridos e houve detenções.
- A atuação policial virou tema de acalorado debate político no país, com críticas de líderes e discussões sobre o Compromisso contra o Racismo da Polícia.
O caso envolve a morte de Henry Nowak, jovem de 18 anos, em Southampton, no Reino Unido, após ser esfaqueado. A polícia algemou o rapaz enquanto ele pedia ajuda por não conseguir respirar, e as imagens de uma câmera policial acenderam protestos e debates no país.
Segundo a investigação, o agressor, Vickrum Digwa, de 23 anos, esfaqueou Nowak repetidas vezes com uma kirpan, faca de 21 centímetros permitida excepcionalmente por fatores religiosos. Ao chegar ao local, os agentes ouviram relatos de agressão racista, mas as provas ao longo do julgamento desmontaram as afirmações do agressor.
Como aconteceu
Nowak voltava para a residência universitária quando foi atacado. Digwa alegou ter sofrido um ataque racista, mas as evidências mostraram o contrário. O jovem ferido repetiu que não respirava, enquanto a polícia deslocava Nowak e algemava suas mãos, sem prestar socorro imediato.
Repercussão e protestos
As imagens da câmera policial geraram indignação no país. Protestos em Southampton resultaram em confrontos com a polícia, com feridos entre os agentes e detidos. O episódio estimulou debates públicos sobre atuação policial e racismo institucional.
Condenação de Digwa
Digwa foi condenado à prisão perpétua, com mínimo de 21 anos de cumprimento. O juiz ressaltou que Digwa disseminou vergonha à família e à religião, e disse que o ato aumentou tensões raciais na região e no país.
Reação política e policial
Líderes questionam a atuação policial durante o ocorrido. Críticos apontam que o foco nas acusações de racismo pode ter influenciado decisões imediatas no local. A ministra do Interior pediu aguardar as investigações, rejeitando demagogia, e anunciou revisão de diretrizes de combate ao racismo policial.
Desdobramentos institucionais
O Conselho Nacional dos Chefes de Polícia informou que a revisão do Compromisso contra o Racismo da Polícia está em curso, com mudanças para orientar o tratamento igualitário das pessoas, buscando reduzir desigualdades históricas nas relações entre polícia e comunidades negras.
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