- Putin afirmou que a Rússia está em contato com os EUA sobre Cuba, considerado um “país amigo” e sujeito a bloqueio de petróleo, sem comentar mais.
- O presidente russo não descartou assinar um acordo de paz com Volodymyr Zelensky, desde que haja concessões de Kiev conforme negociações com intermediário dos EUA.
- Putin disse que propostas de paz de Donald Trump poderiam pôr fim aos combates, mas afirmou que Kiev precisa ceder; não vê sinais disso no momento.
- Afirmou que a ofensiva continua e que a Rússia tem controle total da República Popular de Luhansk e mais de 85% da República Popular de Donetsk.
- Diz estar preparado para encerrar a guerra por vias diplomáticas, conforme compromissos discutidos em Anchorage, desde que a Ucrânia também concorde.
O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira que a Rússia mantém contato com os EUA sobre Cuba, que enfrenta bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. Putin descreveu Cuba como um “país amigo” e não comentou mais sobre o tema.
Ele também sinalizou estar aberto a um acordo de paz com o governo de Volodymyr Zelensky, caso haja condições aceitáveis. Na fala, Putin mencionou negociação condicionada à aceitação de termos ainda não detalhados.
Putin voltou a defender que a Ucrânia não é líder legítimo, citando a permanência no poder após mandato. Ele reforçou que a lei marcial impede novas eleições, criando impasse político no país.
Ajuda de Trump e cenário de paz
O presidente russo reconheceu que propostas de paz apresentadas por Donald Trump poderiam encerrar o conflito, desde que Kiev faça concessões, e afirmou não ver sinais disso no momento. Segundo Putin, o Kremlin está pronto para seguir lutando.
Em evento no fórum econômico da Rússia, ele disse estar aberto a encerrar a guerra por vias diplomáticas e citou compromissos supostamente acordados com Trump durante uma reunião em Anchorage, no ano anterior. Não detalhou esses compromissos.
Putin reiterou que, para o fim do conflito, a Rússia mantém posição de que Donbas deve permanecer sob controle russo, incluindo Donetsk e Luhansk, cenário rejeitado pela Ucrânia e por grande parte da comunidade internacional.
Críticas ao andamento do conflito
O presidente russo afirmou que a ofensiva continua e que a Rússia já domina a maior parte da Donetsk e Luhansk. Segundo dados apresentados, o país afirma ter controle total de Luhansk e mais de 85% de Donetsk, territórios alvo da invasão de 2022.
Ele disse estar preparado para um acordo por meios pacíficos com base em conversas anteriores com Trump, esperada para acelerar a conclusão do conflito caso haja disposição de Kyiv.
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