- Quatro imigrantes trabalhadores agrícolas, três afegãos e um paquistanês, foram queimados vivos dentro de um carro em Corigliano-Rossano, na Calábria, sul da Itália, na segunda-feira, 1º de junho.
- Dois suspeitos paquistaneses, identificados como caporali, foram presos; o termo se refere a intermediários que exploram mão de obra imigrante.
- A polícia investiga o ataque, que teriam bloqueado as portas, despejado gasolina no interior do veículo e ateado fogo com um isqueiro.
- Um sobrevivente afegão conseguiu escapar pulando por uma janela do carro.
- A identificação dos suspeitos foi possível por meio de imagens de câmeras de um posto de gasolina.
Em Corigliano-Rossano, Calábria, sul da Itália, quatro imigrantes que trabalhavam na agricultura foram mortos em fogo dentro de um carro na segunda-feira, 1º de junho. Os homens eram três afegãos e um paquistanês. O veículo foi incendiado após as portas terem sido bloqueadas e combustível despejado no interior, segundo investigações locais.
As autoridades prenderam dois suspeitos paquistaneses, identificados como caporali — intermediários que costumam explorar mão de obra imigrante no país. O caso reacende o debate sobre o caporalato e as condições de trabalho de trabalhadores estrangeiros na Itália.
A identificação dos suspeitos ocorreu com base em imagens de câmeras de segurança de um posto de gasolina e no depoimento de um sobrevivente afegão, que conseguiu escapar pulando uma das janelas do carro. O episódio é considerado brutal pela polícia.
Investigação em andamento
A investigação segue para esclarecer motivação, autoria e eventual ligação com redes de exploração. A polícia não confirmou detalhes sobre possíveis cúmplices ou outras vítimas, mantendo o foco em elementos já coletados.
As autoridades destacam a necessidade de reforçar medidas de proteção a imigrantes no setor agrícola e de ampliar fiscalizações para prevenir abusos de intermediários. O caso continua em investigação pelas equipes locais.
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