- A artista franco-iraniana Marjane Satrapi morreu aos 56 anos em Paris, pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, produtor e roteirista sueco.
- Satrapi ficou mundialmente conhecida pela graphic novel Persépolis, obra autobiográfica sobre sua infância e adolescência no Irã durante a Revolução Islâmica.
- Persépolis foi adaptada para o cinema em 2007, dirigida por Satrapi e Vincent Paronnaud, recebendo destaque internacional e prêmios.
- Além da produção de quadrinhos e filmes, Satrapi atuou como ativista, apoiando o movimento Mulher, Vida, Liberdade e coordenando o livro homônimo em 2023.
- Em 2024, recusou a Ordem Nacional da Legião de Honra, criticando políticas francesas e a relação com o Irã; pouco antes de morrer, lançou a Fundação Mattias e Marjane Ripa-Satrapi.
Marjane Satrapi, artista franco-iraniana mundialmente conhecida pela graphic novel Persépolis, morreu aos 56 anos em Paris, França. Segundo fontes próximas, ela faleceu de tristeza, pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, produtor e roteirista sueco, ocorrida em abril de 2025.
Nascida em Rasht, Irã, em 22 de novembro de 1969, Satrapi cresceu em meio a uma família politicamente engajada e viveu a Revolução Islâmica de 1979. Essas experiências moldaram sua visão crítica sobre o Irã e tiveram peso central em suas obras.
Carreira e obras
Persépolis, lançada em 2000, é uma autobiografia em quadrinhos que retrata a infância e juventude em Teerã, com episódios da vida familiar e do período de repressão. A obra também aborda a passagem para Viena, em meio a tensões políticas.
A carreira de Satrapi ganhou ainda o cinema em 2007, com a adaptação de Persépolis, dirigida em parceria com Vincent Paronnaud. O filme recebeu o Prêmio do Júri de Cannes, o César de melhor roteiro adaptado e foi indicado ao Oscar de melhor animação.
Ativismo e reconhecimento
Além da produção artística, Satrapi se destacou pelo ativismo político. Ela foi crítica do regime iraniano e apoiou o movimento Mulher, Vida, Liberdade, iniciado após a morte de Mahsa Amini em 2022.
Em 2023, coordenou o livro Mulher, Vida, Liberdade, reunindo artistas e estudiosos para denunciar a repressão no Irã. Em 2024, foi eleita membro da Academia Francesa de Belas Artes e rejeitou a Legião de Honra, citando hipocrisia e políticas migratórias.
Últimos anos e legado
Antes de falecer, Satrapi criou a Fundação Mattias e Marjane Ripa-Satrapi, para apoiar estudantes estrangeiros interessados em cinema em Paris. Em publicações nas redes sociais, comentou a perda do marido com uma reverberante mensagem de dor.
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