- Três redes hoteleiras internacionais e um banco que processa transações Visa e Mastercard deixaram Cuba para evitar violações às novas regulações dos EUA.
- Empresas estrangeiras têm até sexta-feira para sair de empreendimentos na Cuba sob controle do conglomerado militar que domina cerca de metade da economia.
- Quem permanecer corre risco de ter visto negado para viagem aos Estados Unidos e de ter ativos congelados; as próprias empresas também podem sofrer sanções, como perda de acesso a bancos americanos.
- A saída crescente de negócios deve aumentar o desemprego e reduzir recursos financeiros para o governo cubano, agravando a crise econômica.
- As novas regras, chamadas de sanções secundárias, representam escalada ao alcançarem empresas e instituições financeiras estrangeiras, além das restrições já existentes para companhias americanas.
O governo dos Estados Unidos intensificou as sanções contra Cuba nesta semana, com a saída de três redes hoteleiras internacionais e de um banco que processa transações Visa e Mastercard para evitar violar novas regulamentações. As empresas estrangeiras têm até sexta-feira para se retirar de qualquer empreendimento em Cuba administrado pelo conglomerado militar que controla cerca de metade da economia.
Entre os envolvidos estão as redes hoteleiras e a instituição financeira que atua com pagamentos internacionais. Quem permanecer em Cuba corre o risco de ter o visto de viagem aos EUA suspenso e de ter ativos congelados; as próprias empresas podem enfrentar sanções, como a perda de acesso a bancos americanos.
Os inícios de semana marcaram a saída anunciada por uma instituição financeira que processa transações com Visa e Mastercard, em cumprimento a uma ordem executiva da Casa Branca. A medida é apresentada como parte das chamadas sanções secundárias, mais abrangentes ao mirar empresas estrangeiras.
Impacto econômico
Especialistas apontam que o êxodo de empresas deve aumentar o desemprego e reduzir recursos financeiros do governo cubano, agravando a crise econômica em curso. As sanções ampliadas elevam a pressão sobre o setor privado cubano, dependente de investimentos externos e de crédito internacional.
O governo cubano não comentou oficialmente sobre as empresas que já se retiraram, mas a regulamentação visa esgotar opções de financiamento e de operação para o conglomerado militar que domina parcela expressiva da economia. A agência reguladora dos EUA detalha que as medidas visam evitar repressão interna e ameaças à segurança nacional.
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