- O ministro Mauro Vieira disse que os argumentos dos EUA para novas tarifas sobre produtos brasileiros não são legítimos.
- Ele afirmou ter apresentado todas as informações e pediu que as razões sejam comprovadas para justificar tarifas, mantendo o diálogo com os EUA.
- Vieira estava em Paris para reuniões da OCDE e se reuniu com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR), que sinalizou disposição para continuar o diálogo.
- Na segunda-feira, o USTR propôs tarifas de 25% sobre quase todas as importações do Brasil, com exceções para itens classificados como sujeitos a tarifas de segurança nacional.
- O chanceler afirmou que o Brasil não possui superávit com os EUA e, ao contrário, tem déficit, ressaltando a busca por uma solução por meio do diálogo.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em Paris, durante reuniões da OCDE, que os argumentos dos Estados Unidos para novas tarifas sobre produtos brasileiros não são legítimos. Ele disse ter apresentado todas as informações necessários para sustentar a posição do Brasil.
Vieira explicou que o Brasil busca manter o diálogo com os EUA para interromper a aplicação de novas taxas, principalmente após investigações da Seção 301. O objetivo é que os pontos apresentados sejam considerados e reconhecidos como não justificáveis para tarifas.
Ele informou ter se reunido com Jamieson Greer, chefe do USTR, que manifestou disposição de continuar o diálogo com o Brasil sobre o tema. A conversa ocorreu antes de novas decisões sobre tarifas.
Diálogo em aberto com os EUA
O USTR, na última segunda-feira, propôs tarifas de 25% sobre praticamente todas as importações do Brasil, com exceções para itens sujeitos a tarifas por segurança nacional. A medida ainda precisa de tramitação formal.
Segundo o órgão, políticas brasileiras sobre comércio digital, algumas tarifas e desmatamento ilegal podem ser alvo de ação sob a Seção 301. No relatório divulgado, itens como carne bovina, café, frutas, nozes, especiarias, petróleo e minérios apareciam com exceção das tarifas.
Vieira afirmou que o Brasil respondeu a perguntas do governo americano e que os argumentos apresentados pelo Brasil não são legítimos. O chanceler ressaltou que o país não mantém superávit com os EUA, o que é relevante para a análise de medidas de proteção ao comércio.
Ele ainda destacou que o Brasil, segundo a avaliação brasileira, não deveria estar sujeito a medidas de proteção por parte dos EUA, mas que mantém o diálogo com vistas a uma solução que reverta ou modifique a possível aplicação de tarifas.
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