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Xi Jinping viaja à Coreia do Norte para falar com Kim Jong-un

Xi Jinping visita Pyongyang buscando unidade entre aliados; Kim Jong-un, fortalecido pela aliança com a Rússia, busca concessões econômicas e maior espaço regional

Xi Jinping, China’s leader, with North Korea’s leader, Kim Jong-un, in Beijing in September. Analysts say China is likely keen to assert its influence over North Korea as Pyongyang has leaned toward Russia.
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  • Xi Jinping visita Pyongyang para reunir-se com Kim Jong-un em meio a uma Coreia do Norte mais confiante, fortalecida pela aliança com a Rússia.
  • O encontro de dois dias visa mostrar uma frente unida entre aliados contra o Ocidente.
  • Pequim pretende reafirmar influência sobre um país que se aproximou de Moscou após sanções e isolação.
  • Kim quer ser tratado como parceiro mais autônomo e pode exigir mais concessões econômicas da China.
  • Se North Korea equilibrar as relações com China e Rússia, isso pode incentivar avanços no programa nuclear.

O presidente chinês, Xi Jinping, está em Pyongyang para uma reunião de dois dias com Kim Jong-un. O objetivo é demonstrar união entre aliados frente ao Ocidente e discutir influências econômicas e estratégicas na região.

O encontro ocorre quase sete anos após a última visita de Xi à Coreia do Norte. Na época, Kim enfrentava sanções e fracassos nas negociações nucleares com os EUA. Hoje, Kim aparece mais fortalecido pela aliança com a Rússia.

Analistas lembram que a relação mais estreita de Pyongyang com Moscou pode reduzir a dependência de Kim em relação a Pequim. Ainda assim, o líder norte-coreano busca maior espaço para concessões econômicas.

Para Xi, a missão inclui sinalizar que a China mantém influência sobre um vizinho próximo e destacar a China como polo de estabilidade mundial, em meio a tensões com os EUA.

Kim, por sua vez, pretende reforçar sua posição ao lado da China sem parecer um parceiro menor. A aproximação também visa obter apoio econômico para o país, diante de pressões internacionais.

Especialistas ressaltam que, se North Korea equilibrar China e Rússia, Kim pode ganhar margem para avançar seu programa nuclear, o que preocupa aliados dos EUA na região.

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