- O assessor militar do líder supremo do Irã afirmou que as negociações com os EUA estão paralisadas enquanto Washington não liberar US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados.
- O Irã teria condições de liberar US$ 12 bilhões em fundos congelados assim que um acordo provisório for assinado, com outros US$ 12 bilhões em etapa posterior.
- Mohsen Rezaei disse à CNN Internacional que a decisão está nas mãos do governo americano e que, sem avanços, os EUA entrariam em um “corredor escuro” se voltassem a combater.
- O Irã realizou ataques a instalações militares, infraestrutura de energia e locais civis em retaliação durante a guerra regional recente, e afirmou ter disparado mísseis em direção a Diego Garcia.
- Rezaei questionou a durabilidade de um eventual acordo nuclear com os EUA, citando a retirada dos Estados Unidos do acordo de 2015 e apresentando uma visão de ambiguidade nas negociações.
O assessor militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou à CNN Internacional que as negociações entre Irã e Estados Unidos estão paralisadas, devido à exigência de liberação de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados. A afirmação aponta que a retomada de possíveis acordos dependeria dessa liberação.
Rezaei, veterano do IRGC e figura influente no aparato de segurança, afirmou que o Irã condiciona o acordo provisório à liberação inicial de US$ 12 bilhões, seguida de outra etapa de US$ 12 bilhões. O anúncio ocorreu em Teerã, durante entrevista exclusiva à emissora internacional na sexta-feira.
Segundo o assessor, o governo americano estaria sob a pressão de Trump para que as negociações avancem, sob o risco de retomar ações de hostilidade. O Irã, que já realizou ataques regionais recentes, afirma possuir capacidades estratégicas que poderiam ser mobilizadas em caso de conflito mais amplo.
Na avaliação de Rezaei, a viabilidade de um acordo nuclear com os EUA é incerta, devido a divergências relacionadas ao histórico de retirada dos EUA de acordos anteriores. O iraniano também mencionou a possibilidade de uma invasão americana, caso as negociações falhem, destacando a percepção de poder reduzido em cenários de confronto.
O contexto atual envolve uma escalada de tensões na região, com o Irã acusando dificuldades diplomáticas e reafirmando defensivas capacidades militares. A situação permanece sob análise de analistas internacionais, que acompanham os próximos passos dos dois lados.
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