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Brasil espera reunião com EUA na próxima semana para discutir tarifas

Reunião entre Brasil e EUA busca evitar sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros; videoconferência entre ministros ocorre na próxima semana

Chanceler Mauro Vieira falando na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, em Washington
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  • Brasil espera realizar, na próxima semana, videoconferência entre os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa com Jamieson Greer, do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, para tratar da proposta de tarifas sobre produtos brasileiros.
  • O grupo de trabalho criado após a reunião entre o presidente Lula e o ex-presidente Trump tem prazo até este domingo para concluir discussing tarifas, e as conversas devem seguir até 15 de julho se não houver acordo.
  • No dia 1º, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apresentou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas consideradas irracionais que prejudicam o comércio, como PIX, combate à corrupção, desmatamento e acesso ao mercado de etanol.
  • No dia seguinte, a mesma instituição apresentou outra proposta de 12,5% para mais de 60 países, incluindo o Brasil, por falhas na proibição e fiscalização de trabalho forçado.
  • O governo brasileiro vê chances de acordo com a sobretaxa de 25% voltada ao Brasil, mas admite maior dificuldade para reverter a de 12,5%; a prioridade é negociar tarifas, mantendo o PIX fora de cogitação.

Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do MDIC, devem participar de uma videoconferência na próxima semana com Jamieson Greer, chefe do USTR. O objetivo é tratar da proposta de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. A data ainda não foi confirmada.

O prazo do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, em maio, vence neste domingo. Mesmo assim, equipes dos dois países continuarão as negociações até 15 de julho, data prevista para a entrada das tarifas, caso não haja acordo.

Na segunda-feira, o USTR anunciou uma sobretaxa de 25% para produtos brasileiros, citando práticas “irrazoáveis” que prejudicam o comércio. Entre os pontos apontados: desrespeito a regras, PIX, corrupção, desmatamento e acesso ao etanol.

Propostas e posições do Brasil

Na terça-feira, o USTR apresentou outra proposta de tarifa, de 12,5%, para mais de 60 países, incluindo o Brasil, por falhas na proibição de trabalho forçado. A leitura do governo brasileiro aponta maior dificuldade para reverter essa sobretaxa.

A aposta do governo é fechar um acordo que evite ou adie a aplicação de 25% apenas para o Brasil. Em relação à tarifa de 12,5%, as chances de reverter são consideradas menores por interlocutores.

Próximos passos

O governo brasileiro foca, neste momento, nas questões tarifárias. Há espaço para avançar com algumas propostas, mas o PIX permanece fora de cogitação, conforme já defendido por Lula. As conversas seguem com foco na restauração de equilíbrio comercial.

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