- Os Estados Unidos oficializaram a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, divulgada no Federal Register.
- O documento foi assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e já havia sido anunciado pelas redes sociais.
- A designação permite bloqueio de recursos, impedir apoio e expulsar membros, além de dificultar entrada nos EUA para integrantes dos grupos.
- O governo brasileiro, sob a gestão Lula, divergiu da nomeação; o tema não foi tratado na reunião entre Trump e autoridades brasileiras, conforme afirmou a assessoria brasileira.
- Segundo o Departamento de Estado, PCC e CV estariam presentes em doze estados dos Estados Unidos, com maior divulgação em Nova York, New Jersey, Massachusetts, Flórida e Tennessee.
O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta quarta-feira, a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. A designação foi publicada no Federal Register, o Diário Oficial americano. A ação foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, nas redes sociais na semana anterior.
Segundo o documento, as organizações são consideradas estrangeiras que cometeram ou tentaram cometer atos de terrorismo, representando risco à segurança de cidadãos dos EUA, à política externa, à economia ou à segurança nacional. A decisão faz parte de instrumentos usados pela administração para negar recursos e apoio a esses grupos.
A designação ocorre em meio a debates sobre interferência externa em política brasileira. Em Washington, visitantes de alto nível se reuniram com autoridades dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, no entorno das discussões sobre segurança regional. O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliava a possibilidade de evitar a decisão, com receio de impactos eleitorais.
Pedido de cooperação bilateral também é citado, com o Brasil mantendo posicionamento de tratar PCC e CV como organizações criminosas que promovem terror em áreas dominadas pelo tráfico e pela violência de milícias. Em nota oficial, o governo brasileiro afirmou que a classificação não reflete completamente a complexidade da violência no país e rejeitou tentativas de interferência externa.
A decisão implica medidas práticas, como a proibição de entrada de membros listados nos EUA, a quebra de vínculos financeiros e o bloqueio de recursos de bancos americanos que mantenham contas ligadas a esses grupos. O Departamento de Estado também orienta que instituições financeiras monitorizem e reportem transações suspeitas.
A porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, informou que a decisão, tomada sob a administração Trump, tem como base avaliações de segurança nacionais. Ela mencionou que a presença dos grupos já é observada em múltiplos estados americanos, com estimativas de atuação em cerca de uma em cada quatro jurisdições.
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