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Família de apostador compulsivo acusa empresa por estimular vício com promoções

Família de apostador busca indenização de R$ 4,3 milhões contra Betfair em Londres, por suposto incentivo a vício que contribuiu para o suicídio de Luke Ashton

Luke Ashton era viciado em apostas e cometeu suicídio em 2021
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  • A família de Luke Ashton processa a Betfair na Alta Corte de Londres, buscando 846,48 mil libras (R$ 4,29 milhões) por suposto incentivo ativo a apostas que contribuíram para o suicídio dele em abril de 2021.
  • Os advogados afirmam que a Betfair liberou apostas grátis e promoções, agravando o vício de Ashton e as perdas, que totalizaram mais de 22 mil libras.
  • A Betfair nega responsabilidade, argumentando que não há dever legal geral de proteger adultos de suas escolhas e que ele poderia apostar em outros locais.
  • O caso é visto como possível marco na justiça britânica ao discutir se operadoras de apostas devem agir para proteger usuários vulneráveis.
  • O julgamento, com duração prevista de cerca de doze dias, contou com a manifestação da Flutter UKI, controladora da Betfair, lamentando o ocorrido.

O caso, em Londres, envolve a família de Luke Ashton, que alega que a Betfair estimulou o vício em apostas por meio de promoções e apostas grátis, contribuindo para o suicídio do apostador em 2021. Os parentes movem ação na Alta Corte de Londres em busca de indenização.

Segundo a petição, Ashton acumulou perdas que chegaram a mais de 22 mil libras entre 2012 e 2021, enquanto recebia incentivos da Betfair. A família pretende receber 846,48 mil libras (aproximadamente 4,29 milhões de reais), afirmando que a operadora ampliou o risco de dano.

A Betfair nega responsabilidade, afirmando que não existe dever legal amplo de proteção a adultos que tomam decisões por conta própria. A defesa sustenta que Ashton poderia apostar em diversos locais, mesmo com o uso de recursos da plataforma.

Envolvidos e contexto

Advogados da família argumentam que a empresa atuou de forma pró-ativa para manter Ashton em atividade de apostas, citando promoções e apostas grátis como fatores agravantes. O processo aponta que o sujeito apresentava sinais de fragilidade e poderia ter exigido intervenção humana.

A defesa da Betfair sustentou que, mesmo com o histórico de uso da conta, não há comprovação de que o suicídio tenha ocorrido por ações da operadora. A farmacologia envolve avaliação médica, com peritos divergentes sobre a causalidade.

Implicações e cenário regulatório

O caso é visto como potencial marco para o setor de apostas online, que já enfrenta debates sobre responsabilidade das operadoras. Juristas destacam que decisões futuras podem redefinir o equilíbrio entre autonomia individual e dever de cuidado das empresas.

O julgamento está programado para durar cerca de 12 dias. O Reino Unido registra significativa participação de adultos em jogos de azar, com discussão contínua sobre tributação e políticas de prevenção ao dano.

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