- O corpo de uma menina de 11 anos foi encontrado em uma fazenda perto de Fleurance, após ampla operação de busca no Gers, sudoeste da França.
- Lyhanna desapareceu após a escola há uma semana, na região de Gers.
- O principal suspeito é Jérome B., de 41 anos, pai de um amigo da vítima; duas testemunhas disseram ter visto a menina em seu carro na tarde do desaparecimento.
- Jérome B. já figura em quatro casos envolvendo meninas: dois encerrados por falta de provas, um que o afastou de um colégio por comportamento inadequado e um quarto caso em que uma alegação de estupro contra Rosa, de 10 anos, foi comprovada por exame médico, mas não houve interrogatório nos meses seguintes.
- A demora da Justiça e a divulgação do histórico do suspeito provocam revolta pública, com implicações políticas próximas das eleições presidenciais; o primeiro-ministro solicitou um relatório em quinze dias.
A polícia local localizou o corpo de uma menina perto de Fleurance, no sudoeste da França, após uma megaoperação de busca. Lyhanna, de 11 anos, desapareceu na última semana em Gers, após sair da escola. A suspeita principal foi identificada várias vezes em casos envolvendo crianças, segundo autoridades.
Jerôme B., de 41 anos, está detido desde segunda-feira. Ele é pai de um amigo da vítima e dois testemunhos o apontaram como o último a ser visto com Lyhanna em seu carro na tarde do desaparecimento. As circunstâncias da localização do corpo devem ainda ser confirmadas pela perícia.
Autoria do caso ganhou contornos políticos após a divulgação do prontuário policial de Jerôme B. Segundo a procuradoria de Auch, houve uma queixa em agosto relatando abusos sexuais contra Rosa, de 10 anos, comprovados por exame médico, mas sem que o suspeito fosse interrogado nos meses seguintes.
A lentidão do sistema de justiça francês é tema de debate público. O caso foi adiado pela necessidade de transferência entre jurisdições, o que, segundo críticos, atrasou ações preventivas.
Repercussões políticas
Candidatos a eleições presidenciais já exploram o episódio para questionar a eficácia do sistema jurídico. Autoridades ressaltam que várias pistas foram ignoradas e que melhorias são necessárias para evitar novos casos.
O presidente Emmanuel Macron reconheceu falhas no andamento do caso, afirmando que é inaceitável para Lyhanna e sua família. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, confirmou a necessidade de averiguações e pediu explicações sobre as lacunas.
O primeiro-ministro solicitou um relatório com 15 dias para apurar o que deu errado e quais medidas são necessárias para coibir abusos e proteger crianças. O caso permanece sob investigação, com autoridades buscando esclarecimentos sobre as falhas apontadas.
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