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Governo Trump amplia pressão sobre o regime cubano

Sanções dos EUA atingem Díaz-Canel, familiares e entidades ligadas a Castro, ampliando o isolamento financeiro de Cuba e agravando a crise econômica na ilha

Moradora de Havana checa o celular durante blecaute, no centro da capital cubana: apagões causados por bloqueio dos EUA - (crédito: Adalberto Roque/AFP)
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  • O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, a esposa Lis Cuesta Peraza e membros da família de Raúl Castro, incluindo Alejandro Castro Espín e Raúl Alejandro Castro, além de Manuel Anido Cuesta.
  • Também foram impostas sanções a cinco entidades cubanas: Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (Minfar), Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), Amistur Cuba S.A., Comitês para a Defesa da Revolução (CDR) e a Mineradora La Victoria S.A.
  • As ações reforçam a pressão sobre o regime cubano, já sob embargo há 64 anos, após etapas anteriores como bloqueio energético e proibição a petroleiros atracarem em Cuba.
  • Em 20 de maio, houve o indiciamento formal de Raúl Castro em caso envolvendo a derrubada de dois aviões de pequeno porte em 1996.
  • Analistas consideram as sanções um movimento de isolamento financeiro do regime, com impacto simbólico, e destacam que punições ao Gaesa podem ter efeito mais prático sobre a economia cubana.

O governo dos Estados Unidos ampliou as sanções contra Cuba, elevando a pressão sobre o regime de Havana. O Departamento do Tesouro atingiu o presidente Miguel Díaz-Canel, a esposa Lis Cuesta Peraza e membros próximos da família Castro, incluindo Alejandro Castro Espín e Raúl Alejandro Castro. Também houve medida sobre o enteado de Díaz-Canel, Manuel Anido Cuesta.

Além disso, cinco entidades cubanas ligadas ao aparato estatal foram alvo: Minfar, ICAP, Amistur Cuba S.A., os Comitês para a Defesa da Revolução (CDR) e a Mineradora La Victoria S.A. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA na ocasião, destacando a intensificação da estratégia de isolamento econômico de Cuba. As ações visam restringir viagens, congelar ativos e limitar o acesso ao sistema financeiro americano.

As sanções fazem parte de uma linha de pressão antiga, denominada de máxima pressão, segundo analistas consultados. Avalia-se que o impacto tende ao endurecimento do isolamento financeiro do regime e pode dificultar relações comerciais de Cuba, mesmo diante da resistência de setores externos à ilha. O pacote envolve medidas contra o núcleo dirigente e o aparato militar cubano, com o objetivo proclamado de pressionar mudanças políticas e econômicas.

Para contextualizar, um indiciamento formal de Raúl Castro foi anunciado em 20 de maio, relacionado a um caso de 1996 que envolveu derrubada de aviões. Especialistas citados destacam que as sanções a Díaz-Canel e à família Castro acrescentam pressão diplomática, mas a eficácia prática ainda é tema de avaliação. As avaliações variam quanto ao efeito sobre investidores e parcerias estrangeiras com Cuba.

Colômbia desiste da Constituinte

Na sequência das eleições, o governo de Gustavo Petro decidiu não avançar com uma Assembleia Nacional Constituinte nem com reformas sociais amplas. A justificativa oficial aponta a derrota no primeiro turno e a falta de apoio parlamentar para a mudança constitucional, segundo o presidente.

Analistas ouvidos pelo Correio argumentam que a decisão tem peso eleitoral e não representa uma mudança ideológica. Eles veem a estratégia como tentativa de conquistar votos do centro, mantendo reformas em alto nível sem alterar a Carta Magna. Especialistas colombianos ressaltam que a Constituição é flexível para reformas específicas.

A decisão de Petro ocorre após o resultado de Cepeda, que liderava a chapa do governo e foi derrotado por Abelardo de la Espriella no primeiro turno, abrindo caminho para nova votação em 21 de junho. Ainda não há indicação de novas propostas constitucionais, segundo fontes consultadas.

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