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Herdeira de Lieser processa restituição de retrato de Klimt arrematado por US$37,5 milhões

Herdeira reivindica restituição do retrato de Klimt, vendido por 37,5 milhões de dólares na Áustria, após comprador retirar a oferta, alimentando disputa de proveniência

Portrait of Fräulein Lieser (1917) by Gustav Klimt.
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  • Patricia J. Leahy ingressou com ação em Nova York pedindo restituição do retrato Portrait of Fräulein Margarethe Lieser, de Gustav Klimt, alegando ser a única herdeira legítima.
  • A obra foi a leilão pela casa Im Kinsky, em Viena, em 2024, e foi vendida por 37,5 milhões de dólares a um colecionador de Hong Kong que, porém, retirou a oferta.
  • Leahy sustenta que a casa de leilões listou a pintura sem o nome da retratada e sem a devida cadeia de provenance, violando direitos de herdeiros.
  • A ação alega que o comprador buscou acordo com potenciais herdeiros e recuou após falha, e afirma que a obra continua nas mãos da Im Kinsky.
  • O processo questiona a validade da restituição sob princípios norte-americanos de 1998 sobre arte confiscada pela Nazi, afirmando que a casa não consultou peritos e não informou corretamente a identidade da sitter.

Patricia J. Leahy, baseada na Carolina do Sul, entrou com ação nos Estados Unidos buscando restituição do retrato de Fräulein Margarethe Lieser, de Gustav Klimt. A queixa envolve o direito de herdade de Leahy, em nome de Nickolas Johann Kraft e Hans Lieser, contra a austríaca Eva Ropper e a casa de leilões Im Kinsky.

O retrato de Margarethe Lieser, iniciado por Klimt em 1917, foi colocado à venda em 2024 na Im Kinsky, em Viena. O lance vencedor alcançou 37,5 milhões de dólares, recorde para a Austrália. No entanto, o comprador de Hong Kong desistiu da oferta pouco antes do fechamento.

A ação ressalta que a venda ocorreu sem contato prévio com Leahy, que afirma ser a única bisneta de Adolf Lieser e parente direta de Margarethe. A queixa sustenta que a identificação do retrato no leilão foi inadequada e que a consistentemente não houve consulta aos principais especialistas de Klimt.

Segundo a queixa, o retrato permaneceu fora de vista por quase um século até a avaliação da Im Kinsky, que debateu a possibilidade de a obra retratar outra pessoa. A casa argumenta que os herdeiros já teriam sido identificados sob princípios de 1998 sobre arte confiscada por nazismo.

A ação afirma que a Leahy e seus representantes tentaram chegar a um acordo com possíveis herdeiros, mas o comprador recuou após tentativas fracassadas. O documento diz ainda que a obra permanece sob posse da Im Kinsky e que contatos com a banca envolvida cessaram repentinamente.

Leahy sustenta que a avaliação de 37,5 milhões de dólares está aquém do mercado, citando o preço recorde de Elisabeth Lederer, também de Klimt, que vendeu por 236,4 milhões de dólares em 2023, em Nova York. A queixa compara os montantes para contextualizar o alegado desequilíbrio.

A ação discute a origem da obra, que começou com as sessões de Lieser em 1917, ficou sem assinatura e desapareceu público até ser oferecida pela Im Kinsky. O processo aponta que não houve evidência de entrega voluntária do retrato pela família Lieser.

A peça envolve ainda a história da família Lieser durante a Segunda Guerra, com deslocamentos e questionamentos sobre direitos de posse. A ação questiona a avaliação de autenticidade e a identidade do retratado, alegando falta de concordância entre as partes.

A queixa afirma que a Im Kinsky reconhece que a identidade do retratado não é totalmente certa. Alega que a casa permitiu uma nova leitura que desrespeitou os históricos de provenance. O documento acusa a casa de não consultar especialistas de Klimt.

A ação sustenta que há falhas no cumprimento dos Princípios de Washington de 1998 sobre arte confiscada durante o nazismo. O texto afirma que o processo de restituição não foi conduzido de forma adequada. As partes não comentaram as alegações no momento.

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