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Irã afirma ter lançado mísseis de advertência contra navios dos EUA; EUA negam

Irã diz ter lançado mísseis de advertência contra navios dos EUA no Golfo de Omã; EUA negam, mantendo o cessar-fogo em vigor

O USS Tripoli (LHA 7) atravessa o Mar Arábico em apoio ao bloqueio em curso dos EUA contra o Irã (@CENTCOM/Twitter)
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  • O Irã afirmou ter lançado “mísseis de advertência” contra duas embarcações da Marinha dos EUA que navegavam pelo Golfo de Omã na sexta-feira, 5.
  • Segundo a agência estatal Irna, as Forças Armadas iranianas bombardearam as proximidades dos destróieres americanos DDG-103 e DDG-8, parte de uma operação para combater atos de “forças terroristas dos EUA”.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) rejeitou as alegações, afirmando que as forças americanas não atacaram navios de guerra do Irã e que isso quebraria o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
  • O episódio ocorre em meio a tensões no Estreito de Ormuz, com bloqueios navais de ambos os lados enquanto as negociações sobre o fim da guerra estão paralisadas há semanas.
  • Como desdobramento recente, os EUA teriam lançado um míssil contra um petroleiro na terça-feira, enquanto, no dia seguinte, o Irã conduziu um ataque de drones ao aeroporto internacional do Kuwait.

O Irã afirmou ter lançado mísseis de advertência contra duas embarcações da Marinha dos Estados Unidos que navegavam pelo Golfo de Omã nesta sexta-feira, 5. Washington nega a hostilidade, afirmando que isso violaria o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

Segundo a agência estatal Irna, as Forças Armadas iranianas teriam bombardado as proximidades dos destróieres norte-americanos DDG-103 e DDG-8, que teriam deixado o Golfo de Omã após o episódio. A ação seria parte de uma operação de Teerã contra supostos atos de forças americanas.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) rejeitou as alegações, afirmando que as forças iranianas não atacaram navios de guerra da Marinha dos EUA. O CENTCOM disse ainda que as forças americanas seguem operando livremente na região e que mantém o bloqueio ao Irã.

Contexto regional e impacto da escalada

A disputa de narrativas ocorre em meio à instabilidade marítima no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, junto ao Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo mundial. Navegações na região têm sido alvo de ações de bloqueio por EUA e Irã.

O bloqueio ao Estreito de Ormuz foi iniciado pelo Irã como resposta a ataques de 28 de fevereiro envolvendo EUA e Israel. Desde então, Washington impôs sanções navais, ampliando medidas contra embarcações iranianas.

Apesar do cessar-fogo acordado em 8 de abril, não houve consenso sobre termos para encerramento do conflito ou reabertura da rota. As tratativas seguem estagnadas, com ações militares em curso por ambas as partes. Na terça, 2, os EUA teriam utilizado um míssil contra um petroleiro, e no dia seguinte o Irã informou ataque de drones contra o aeroporto internacional do Kuwait.

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