- Israel realizou novos ataques no sul do Líbano nesta sexta-feira, 5, e emitiram-se ordens de evacuação em várias cidades da região.
- Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, as ofensivas deixaram pelo menos 3.526 mortos no país desde março; do lado israelense, 27 soldados e um civil morreram.
- O movimento Hezbollah rejeitou o cessar-fogo e pediu um acordo global, com retirada completa de Israel do sul do Líbano.
- O Exército de Israel afirmou que continuará as operações aéreas e terrestres enquanto desmonta a infraestrutura do grupo.
- A Organização das Nações Unidas ampliou o apelo humanitário para o Líbano, elevando a ajuda necessária para 640 milhões de dólares.
Israel lançou novos ataques nesta sexta-feira, 5, no sul do Líbano e ordenou evacuações em várias cidades da região, após o Hezbollah rejeitar um cessar-fogo. O conflito extrapola fronteiras desde março, com ataques de ambos os lados.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, a ofensiva deixou pelo menos 3.526 mortos no território libanês desde março. Do lado de Israel, morreram 27 soldados e um civil terceirizado.
O deslocamento de moradores foi registrado em três aldeias afetadas, conforme a agência estatal NNA. Testemunhas relatam destruição de casas e danos a infraestruturas locais.
Operações e reação militar
O porta-voz do exército israelense em árabe advertiu moradores para ficar longe de alvos do Hezbollah, sob pena de colocar as vidas em risco. O recado reforça a tensão em áreas próximas à fronteira.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou a rejeição ao cessar-fogo anunciado em Washington, defendendo que o acordo seja global e que Israel não tenha liberdade para agir no sul do Líbano.
O ministro da Defesa de Israel afirmou que as operações aéreas e terrestres devem continuar, visando desmantelar o que chamou de infraestrutura terrorista. Ele sinalizou possibilidade de ataque a Beirute caso o Hezbollah atue contra setores israelenses.
Paralelamente, a ONU ampliou o apelo humanitário para o Líbano, elevando a verba necessária para 640 milhões de dólares. O OCHA apontou agravamento da situação de deslocados e de abrigos disponíveis.
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