- A China revogou a autorização de residência da jornalista Vivian Wang, correspondente do The New York Times na China, após o jornal promover um evento em que Lai Ching-te foi convidado e mencionar Taiwan como país.
- A decisão chinesa foi apresentada como resposta a supostas “reportagens fraudulentas” da jornalista durante seu tempo na China, em conformidade com leis locais.
- Em 30 de maio, a Associated Press informou que os Estados Unidos revogaram o visto de trabalho de um jornalista da agência estatal Xinhua como retaliação à expulsão de Vivian Wang pelo governo chinês.
- O The New York Times emitiu nota defendendo Wang, alegando que as acusações são falsas e lembrando que ela atuou dentro das leis locais.
- A porta-voz do governo de Taiwan disse que a medida chinesa é uma tentativa de pressionar veículos de comunicação a não interagirem com lideranças taiwanesas, destacando preocupação com a liberdade de imprensa.
Jornalistas estão no centro de um novo atrito entre China e EUA, que envolve revogação de vistos e acusações de interferência jornalística. A China afirma ter suspendido a autorização de residência de uma jornalista do The New York Times, sob alegação de reportagens fraudulentas. Em resposta, Washington revogou o visto de um repórter da agência estatal Xinhua.
A tensão teve origem na revogação do visto de Vivian Wang, correspondente do NYT na China, ocorrida em fevereiro. O episódio ganhou novo impulso em junho, após o NYT organizar um evento em dezembro de 2025 que contou com Lai Ching-te, líder de Taiwan, o que a China alega ter violado limites de cobertura.
A China afirma que a expulsão de Wang está ligada a reportagens consideradas fraudulentas pela condição de jornalista estrangeira. O porta-voz Lin Jian apontou que a jornalista violou regulações locais relacionadas a agências de notícias estrangeiras, enquanto observou que os EUA utilizam retaliação sob o pretexto de reciprocidade.
O NYT respondeu, destacando que Wang atuou dentro da lei e não participou do evento com Lai Ching-te, classificando as acusações como falsas. Em nota, o jornal reiterou seu compromisso com o jornalismo independente e pediu a reversão de pressões sobre jornalistas.
Taiwan reagiu à expulsão, afirmando que a China utiliza pretextos para pressionar veículos a não manter contatos com autoridades taiwanesas. A porta-voz do gabinete presidencial ressaltou que tais ações reforçam a instabilidade regional e o grau de interferência sobre a imprensa.
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