- Analistas passaram a apostar em 98% de chance de o Federal Reserve elevar a taxa de juros em ao menos 0,25 ponto percentual até o fim do ano, levando a faixa atual de 3,50% a 3,75% para patamar superior.
- A mudança ocorreu após os dados de emprego de maio indicarem criação de 172 mil vagas fora do setor agrícola, fortalecendo a percepção de aperto monetário.
- A próxima reunião do Fed será entre 16 e 17 de junho, a primeira com o presidente Kevin Warsh no comando, indicado por Donald Trump.
- Além do emprego, a inflação segue elevada, com o índice de preços PCE avançando 3,8% nos 12 meses até abril, ritmo mais alto desde maio de 2023.
- Observadores perguntam se o aperto refletirá também no recuo da inflação impulsionada pela energia, num contexto de tensão energética e guerra com o Irã.
Os analistas ampliaram para 98% a probabilidade de o Fed elevar a taxa de juros em pelo menos 0,25 ponto até o fim do ano, após os dados de emprego de maio.
O relatório mostrou a abertura de 172 mil vagas fora do setor agrícola, sinalizando mais um mês de ganhos robustos no mercado de trabalho. A taxa alvo atual está entre 3,5% e 3,75%.
A próxima reunião do Federal Reserve está marcada para 16 e 17 de junho, sendo a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, indicado pelo ex-presidente Donald Trump.
Além dos empregos, o Fed avalia a inflação. O índice de preços PCE subiu 3,8% nos 12 meses encerrados em abril, dado acima do registrado em março, que era 3,5%. Esse indicador é a referência para a política monetária.
A alta recente da inflação foi puxada pela pressão nos preços da energia, em meio a tensões geopolíticas e ao conflito com o Irã. Economistas apontam que o quadro de custos pode sustentar a leitura de inflação elevada no curto prazo.
Entre investidores, há quem espere a manutenção da taxa atual na próxima reunião, com foco no efeito de choques de energia sobre a inflação. A visão é de que o Fed deve monitorar os próximos movimentos do mercado antes de qualquer ajuste adicional.
A equipe de análise também destacou que, apesar do emprego não apresentar uma situação de pleno risco, não houve sinal de deterioração acentuada, o que sustenta a cautela em relação a novas mudanças rápidas na política.
Com informações da Reuters.
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