- O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu ao Irã que pare de usar o país como “moeda de troca” em negociações com os EUA.
- Entre as exigências de Teerã estão o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, alvo de ataques israelenses contra a milícia Hezbollah.
- O Irã também pressiona pela suspensão de sanções, liberação de fundos congelados e fim do bloqueio marítimo americano, além de reparações e retirada de forças dos arredores do Irã.
- No Líbano, mais de 3.500 pessoas morreram desde a nova escalada; ONU estima crise de insegurança alimentar para um quarto da população até agosto e busca arrecadar mais US$ 331,5 milhões.
- Três hospitais no sul do Líbano foram atingidos por bombardeios israelenses em menos de uma semana, com nove mortos e 150 feridos, a maioria profissionais de saúde.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu ao Irã nesta sexta-feira que pare de usar o país como moeda de troca em negociações com os EUA. A demanda ocorre em meio a exigências de Teerã para encerrar a war em todas as frentes, incluindo o território libanês.
Salam afirmou que Beirute não pode ser tratada como instrumento de barganha para melhorar termos de negociação. O contexto envolve a pressão iraniana para suspender sanções, liberar fundos congelados e encerrar o bloqueio marítimo americano.
A tensão entre Irã e EUA agrava o conflito regional, com o Líbano já atingido por ataques israelenses contra a milícia Hezbollah. A escalada ocorreu após o Hezbollah ter aberto fogo contra Israel no início de março.
Situação no Líbano
O território libanês tem registrado intensa hostilidade desde o início do conflito, com mais de 3.500 fatalities até o momento. O impacto humanitário se agrava, levando a ONU a anunciar maior auxílio para o país.
A ONU informou que o apoio humanitário será dobrado, em meio aos pedidos de ajuda. Coordenadores destacaram o aumento das vítimas civis e o agravamento das condições de vida, especialmente no sul do Líbano.
Dados oficiais apontam ainda que uma em cada quatro pessoas deve enfrentar insegurança alimentar até agosto. O montante total de ajuda solicitado sobe para US$ 639,9 milhões, visando cerca de 1,4 milhão de pessoas.
Desdobramentos militares
O Ministério da Saúde do Líbano confirmou ataques a três hospitais no sul, promovidos pelas Forças de Defesa de Israel, ocorridos em menos de uma semana. O balanço parcial aponta nove mortes e cerca de 150 feridos, com grande parte entre profissionais de saúde.
Horas depois do anúncio de cessar-fogo entre Beirute e Tel Aviv, o ministro de Defesa de Israel reiterou que as operações terrestres no sul do Líbano devem continuar. O Mossad indicou que não haverá retirada de posições estratégicas, incluindo o Castelo de Beaufort.
Imran Riza, representante da ONU, ressaltou que a escalada afeta comunidades em todo o Líbano e elevou o tom de alerta sobre a necessidade de assistência humanitária constante. A situação no terreno continua volátil, com dianteiras militares definidas e deslocamentos em massa.
Entre na conversa da comunidade