- A OMS anunciou um plano de US$ 518 milhões para combater o surto de ebola nos próximos seis meses, de junho a novembro de 2026.
- O anúncio foi feito pelo diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao lado do Africa CDC.
- O surto já registra 381 casos confirmados e 62 mortes na República Democrática do Congo, infoção associada à variante Bundibugyo, sem tratamento/vacina aprovados.
- O estudo diz que este é o quarto maior surto da história e que exige compromisso político e financiamento sustentado.
- Doadores prometeram US$ 315,8 milhões, abaixo da estimativa inicial de US$ 498 milhões, sem detalhar se os recursos vão ao novo plano.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou um plano conjunto de US$ 518 milhões para combater o surto de ebola nos próximos seis meses, de junho a novembro, na República Democrática do Congo (RDC). A declaração ocorreu em coletiva com o Africa CDC.
Tedros ressaltou a necessidade de financiamento estável, compromisso político e envolvimento das comunidades para conter a doença. A coletiva também destacou dificuldades de vigilância devido a semanas sem detecção da transmissão.
O Africa CDC informou que a epidemia permaneceu sem ser detectada por várias semanas, dificultando o controle inicial. Até agora, foram registrados 381 casos confirmados e 62 mortes na RDC.
Plano de ação
O surto envolve a variante Bundibugyo do vírus ebola, sem tratamento ou vacina aprovados até o momento. Essa cepa é considerada mais grave entre os surtos registrados.
Jean Kaseya, diretor do Africa CDC, enfatizou a gravidade do surto, afirmando que este é o mais intenso já registrado da variante Bundibugyo até agora. Doadores prometeram US$ 315,8 milhões para a resposta.
Não ficou claro se os recursos já prometidos serão destinados ao novo plano de seis meses, conforme informações da coletiva. Detalhes sobre a alocação não foram divulgados.
O Africa CDC anunciou o surto da variante Bundibugyo em 15 de maio, marcando o 17º surto de ebola na RDC. Em seguida, a OMS declarou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
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